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17.5.15
16.5.15
29.9.14
20.10.13
5.5.13
13.1.12
O MAR OCEANO
O mar não é horizonte. O mar é profundidade. Um ruído surdo que nos hipnotiza. Um turbilhão que nos inquieta. Vivo rodeado pelo mar. Sou um continente à deriva. O mar percorre o meu dia. Sempre diferente. Ora azul, ora cinzento, umas vezes quase negro, outras cor de prata. Vejo o rasto de espuma. As pegadas soltas no areal. Traços que a maré nos deixa para decifrar. O mar aproxima e afasta. Mata e dá vida. Sempre que vejo o mar emociono-me. Apetece-me entrar por ali dentro. Para aquele magna divino. Para aquele "caldo inicial". Ainda hei-de aprender a nadar.
11.1.12
SINTOMATOLOGIA
Há um planeta ao pé de nós. Olhamos sem ver. Fartos do horizonte queremos o infinito. Perdemos a noção. Viajamos no turismo de pacote. Excursões por atacado. Uma rotina feita de lugares comuns. Fotos desfocadas. Postais de circunstância. Divertimento a crédito... Ao nosso lado a natureza continua barata. Viajamos sem crise.
5.1.12
18.12.11
7.4.10
22.3.10
LINHA DE CASCAIS - QUINTA REAL DE CAXIAS
A sensação que temos naquele espaço, hoje jardim público, é de narciso entre ninfas. Que assim seja, para bem de todo o infantado que temos dentro da cabeça e que não cessa de gritar por Ceres e Proserpina, essas semi-deusas de eterna sensualidade e permanente desejo.
LINHA DE CASCAIS - UM ESTADO DE ESPÍRITO
Não é da Linha quem quer. Não é da Linha quem cá mora. Ser da Linha é um estado de espírito. Há requisitos essenciais. Por exemplo, quem não nasceu nesta zona ou pelo menos quem não passou cá a adolescência, dificilmente pode integrar esse estado de espírito. Gente que para cá veio com trinta ou mais anos, que trabalha, chega à casa para dormir, ver televisão e aos fins-de-semana procura descansar, nada sabe desse espírito. Limita-se a existir aqui. Aliás cada vez há menos “gente da Linha”. A expansão demográfica e a massificação urbanística converteram a Linha num arrabalde de Lisboa com Sol e praias. A vida própria e característica da zona perde-se no afã dos engarrafamentos permanentes. E afinal o que é esse espírito? O que caracteriza um verdadeiro habitante da Linha de Cascais? Ser da Linha é ter conduzido contra mão na quarta faixa da Marginal; é ter apanhado o comboio das 4,20 da manhã em Cascais, depois de um glorioso pifo no “John’s Bull”; é conhecer os cantos mais recônditas praias da Parede ou de S. Pedro do Estoril; é ter namorado no Alto do Lagoal com vista para o Cabo Espichel; é ter desafiado os poderes, sem nunca ter querido nada; diletância inconsistente de total irreverência. Ser da Linha é ter uma liberdade física e mental. Exigir dos pais mais do que de nós próprios. Ter uma sensação de superioridade sem qualquer fundamento intelectual. Sermos diferentes e não querermos ser iguais sem qualquer razão evidente. Como qualquer sub-cultura, ser da Linha é inexplicável. Mas cada vez deixa mais saudades…
17.3.10
LINHA DE CASCAIS - O TERRITÓRIO
Vamos hoje começar uma série sobre a Linha e Cascais. Falaremos do território, da história, das pessoas, da mentalidade, dos locais. Quem quiser contribuir com fotografias antigas é bem vindo. Assim poderemos fazer o contraste.
Mas afinal o que é a Linha? Não haverá uma definição consensual do território da Linha. Para mim é a estreita de terra e praias que vai de Caxias a Cascais, passando por Paço D’Arcos. Oeiras, Carcavelos, Parede e os Estoris, numa extensão de vinte quilómetros. Para trás, vai do mar até à A5 (auto-estrada), talvez uns cinco quilómetros de largura, em média. Abarca duas vias de comunicação para Lisboa absolutamente marcantes, dois ícones imperativos: a linha de comboio do Estoril (que lhe dá o nome) e a Marginal, uma das estradas mais bonitas e perigosas do mundo. Ambas bordejam a foz do Tejo que levam de Lisboa a Cascais, sempre com mar à vista. Mas, mais que um território, a Linha é um estado de espírito…
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