4.4.07

PANTANAIS DE ALGEDA II

A picada desaparece. Navegamos de
charco em charco. Árvores invertidas reflectem um céu brilhante por momentos apaziguado. Dentro do jipe tudo salta na derrapagem do acidente sucessivamente adiado.
Finalmente ao longe, na penumbra do vale, o Moinho da Algeda surge ao
entardecer despenhando-se sobre o rio que se adivinha lá em baixo, mas está em todo lado.

Raízes crispadas, à beira do afogamento, imploram salvação. Ilhas de sobreiros resistem corajosamente
à fúria das àguas. Canas, silvas, troncos, cadáveres... tudo corre na voragem do rio enraivecido.
Onde era verde ficou castanho. Onde
havia ordem reina o caos!




2 comments:

Anonymous said...

Em oposição à criatividade e qualidade da escrita, este comentário é vazio... Ou não: porque serve apenas para dar as boas vindas ao novo bloguista e as maiores felicidades nesta aventuara virtual.
Para já, fica o desafio: manteres o interesse e qualidade destes primeiros Post's.
:)
JJValadas

Anonymous said...

Mais paragens, Expresso! Foi um parto súbito mas feliz. É bom ver este comboio em movimento. Grande Jorge, leva-nos.