POTÊNCIA ECONÓMICA E POLÍTICA (continuação)O recrutamento massivo começou de imediato, patrocinado por São Bernardo e teve um êxito enorme.
Era agora preciso garantir uma logística eficaz, que permitisse a manutenção desses exércitos de monges-guerreiros em operações, na Terra Santa (onde chegou a haver mais de cem mil homens) e na Península Ibérica.
Isto obrigou a garantir a retaguarda e a financiar o esforço de guerra, a partir do Ocidente.
Assim, logo após o Concílilo de Troyes, Hugues de Payns inicia um périplo pela Europa, uma verdadeira digressão de propaganda, que se saldou num êxito tremendo.
As dádivas à Ordem não mais cessaram: propriedades, bens, direitos, armas, dinheiro, “taxas”… Havia até quem doasse a sua própria pessoa à Ordem em troca de uma vantagem espiritual. Em contrapartida, fazia dos Templários seus herdeiros.
Foi nesta fase que, no condado Portucalense, muitas terras e castelos foram doados à Ordem, nomeadamente Ceras e toda a região que a rodeava (Tomar), embora aqui em troca de algum esforço (expulsão dos sarracenos que ocupavam as terras).
Assim, rapidamente a Ordem se encontrou solidamente implantada em França, Portugal, Reinos Espanhóis, Inglaterra, Alemanha, Bélgica, Arménia, Itália e em Chipre, sem esquecer a Terra Santa.
A descontinuidade e dispersão das terras doadas era enorme. A Ordem preocupou-se, então, em racionalizar o seu património imobiliário. Introduziu uma política de compras e permutas, procurando formar conjuntos coerentes para a exploração.
A quantidade e diversidade das ofertas exigiu aos Templários uma aptidão muito especial para a gestão e organização. Escolheram, para célula base do seu desenvolvimento, a comenda. Para além dessa estratégia de permutas e compras, que lhes permitiu uma cobertura racional das zonas onde estavam bem implantados, desenvolveram, em simultâneo, uma política de aquisição de lugares famosos por terem albergado cultos antigos ou por serem considerados “nós telúricos”.
Desenvolveram, assim, uma verdadeira política fundiária e, a verdade é que, para além de libertarem excedentes para o esforço de guerra, nos dois séculos da sua existência não houve fomes na Europa (coisa que não se passou logo a seguir à extinção da Ordem).
Era agora preciso garantir uma logística eficaz, que permitisse a manutenção desses exércitos de monges-guerreiros em operações, na Terra Santa (onde chegou a haver mais de cem mil homens) e na Península Ibérica.
Isto obrigou a garantir a retaguarda e a financiar o esforço de guerra, a partir do Ocidente.
Assim, logo após o Concílilo de Troyes, Hugues de Payns inicia um périplo pela Europa, uma verdadeira digressão de propaganda, que se saldou num êxito tremendo.
As dádivas à Ordem não mais cessaram: propriedades, bens, direitos, armas, dinheiro, “taxas”… Havia até quem doasse a sua própria pessoa à Ordem em troca de uma vantagem espiritual. Em contrapartida, fazia dos Templários seus herdeiros.
Foi nesta fase que, no condado Portucalense, muitas terras e castelos foram doados à Ordem, nomeadamente Ceras e toda a região que a rodeava (Tomar), embora aqui em troca de algum esforço (expulsão dos sarracenos que ocupavam as terras).
Assim, rapidamente a Ordem se encontrou solidamente implantada em França, Portugal, Reinos Espanhóis, Inglaterra, Alemanha, Bélgica, Arménia, Itália e em Chipre, sem esquecer a Terra Santa.
A descontinuidade e dispersão das terras doadas era enorme. A Ordem preocupou-se, então, em racionalizar o seu património imobiliário. Introduziu uma política de compras e permutas, procurando formar conjuntos coerentes para a exploração.
A quantidade e diversidade das ofertas exigiu aos Templários uma aptidão muito especial para a gestão e organização. Escolheram, para célula base do seu desenvolvimento, a comenda. Para além dessa estratégia de permutas e compras, que lhes permitiu uma cobertura racional das zonas onde estavam bem implantados, desenvolveram, em simultâneo, uma política de aquisição de lugares famosos por terem albergado cultos antigos ou por serem considerados “nós telúricos”.
Desenvolveram, assim, uma verdadeira política fundiária e, a verdade é que, para além de libertarem excedentes para o esforço de guerra, nos dois séculos da sua existência não houve fomes na Europa (coisa que não se passou logo a seguir à extinção da Ordem).
jp
4 comments:
Bela explicação sobre a origem da riqueza dos Templários!
Aquele ali é o meu querido castelo de Almourol, não é?
Sim, Almourol!
Desconhecia que o castelo de Almourol também era templário. Ler sobre esta ordem é mesmo incendiar a imaginação, acho que nunca saberemos tudo sobre ela. Abraço!
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