Showing posts with label TEMPLÁRIOS. Show all posts
Showing posts with label TEMPLÁRIOS. Show all posts

3.3.12

TOMAR - XX - DOCES CONVENTUAIS


Trazido do Médio Oriente em meados do século xi, o açúcar conheceu o seu apogeu a partir do século xv em Portugal. Primeiramente, era um produto medicinal de reputação e virtudes raras. Rapidamente se deu o seu sucesso entre os reis e gente rica. Os conventos e mosteiros foram centros de criação gastronómica privilegiados. Locais onde a fé se consolidava e a vontade de comer também. Eram frequentes os banquetes e festas nos mosteiros, onde reis e nobreza se juntavam em grandes banquetes. Assim, quanto mais se rezava mais se comia e mais entusiasmo se gerava à volta da mesa. As boas esmolas deixadas nestes banquetes permitiram um maior alcance de alimentos diferentes e raros. E tudo crescia... até as barrigas. A boa cozinha teve tudo para vingar nos mosteiros e daí o seu alastramento por todo o país. O empenho das noviças em preparar pratos refinados e exigentes, estava na relação directa das esmolas recebidas para o convento. A junção de açúcar e gemas de ovos tornaram-se um passatempo nacional. São centenas as variantes. Em Tomar comam "Fatias de Tomar" (tb conhecidas por "Fatias da China"), "Estrelas de Tomar" ou estes sugestivos "Beija-me Depressa". Irresistíveis...

TOMAR - XIX - DETALHES DA IGREJA DO OLIVAL



TOMAR - XVIII - IGREJA DE SANTA MARIA DO OLIVAL


Erguida no século XII, foi a sede da Ordem dos Templários no país, tendo servido como panteão dos mestres da Ordem. Depois da extinção da Ordem, esta igreja tornou-se a cabeça da Ordem de Cristo, tornando-se na matriz de todas as igrejas do Império Português, com honras de Sé Catedral. Classificada como Monumento Nacional desde 1910, é um dos exemplares mais emblemáticos da arte  gótica em Portugal, tendo servido de modelo às igrejas de três naves construídas até ao período manuelino. É uma das igrejas mais simbólicas de Portugal.

2.3.12

TOMAR - XVII



Depois da extinção das Ordens religiosas, em1835, o Convento de Cristo foi comprado pela família Costa Cabral, que apreveitou para fazer casa agrícola e uma zona de residência. Hoje é Monumento Nacional, visitável das 9 às 17horas. No Domingo de manhã, até às14h, a visita é gratuita. Podem pedir visitas guidadas, mas as verdadeiramente guiadas tem de ser feitas por especialistas que, seguramente, não são as empenhadas guias locais.

TOMAR - XVI - CORDAS DE PEDRA

TOMAR XV - GÁRGULAS



1.3.12

TOMAR - XIV - SÍMBOLOS NA PEDRA



TOMAR XIII - ESCADAS (CONVENTO DE CRISTO)



TOMAR - XII - REFEITÓRIO (CONVENTO DE CRISTO)

Obra de João Castilho, concluída em 1536. Os púlpitos estão lá para as leituras durante a refeição. Muitos borregos e cabritos aqui receberam a benção da última ceia.

29.2.12

TOMAR - XI - JANELA MANUELINA (CONVENTO DE CRISTO)


Atribuída a Diogo de Arruda, é um dos mais originais exemplos do tardo-gótico manuelino, executado entre 1510-1513. Motivos hiper-realistas, simbolizando a Árvore da Vida e o Tronco de Jessé. Um verdadeiro manifesto iconográfico do programa imperial de D. Manuel e da Ordem de Cristo.

TOMAR - X - CLAUSTRO PRINCIPAL (CONVENTO DE CRISTO)



Iniciado por João de Castilho em 1530, durante a campanha de obras de D. João III, foi parcialmente demolido e substituído pelo actual, projecto de Diogo de Torralva, concluído em 1562. Obra-prima do Renascimento europeu.

TOMAR IX - FOI AQUI QUE PERDEMOS A INDEPENDÊNCIA

Iniciada em 1513, na campanha de obras de D. Manuel I, o piso inferior serviria para Capítulo dos Frades e o piso superior para os Cavaleiros. D. João III suspendeu as obras. O edifício nunca foi acabado. Em 1581 reuniram aqui as Cortes de Tomar, que confirmaram a União Ibérica, na pessoa de Filipe II de Espanha (I de Portugal). Para a cerimónia foi concebida uma cobertura feita e velas de navios e foram revestidas as paredes de tapeçarias.

A CRUZ TEMPLÁRIA OU ORBICULAR



A Cruz Orbicular (ou Cruz Templária) aparece na totalidade dos templos românicos (séc. XI e XII). No Castelo de Tomar escontrm-se imensas estelas orbiculares, algumas expostas no Claustro das Lavagens. Este símbolo foi adoptado pelos Templários portugueses e, mais tarde, ao tempo e D. Dinis, deu origem, por estilização, ao símbolo da Ordem de Cristo. Trata-se de um símbolo muito antigo, cujo significado vamos aqui tentar sintetizar.
A palavra templum, em latim, quer dizer delimitar. Um espaço sagrado onde reina o cosmos, protegendo o homem do caos e da insegurança do exterior. As cruzes orbiculares marcam essa "protecção mágica" nos quatro lados do templo. No "românico" as igrejas são fortalezas de pedra, com janelas diminutas, claramente viradas para o recolhimento em segurança física e também votadas à meditação e introspecção. A Cruz Orbicular terá origem oriental, expandindo-se pelo Egipto e chegando à Europa via Bizâncio e norte de África e à China por intermédio dos missionários nestorianos. A Cruz Orbicular torna-se universal. Todos os reis portugueses, até Sancho II, usaram esta cruz no respectivo selo. Os Templários portugueses usaram-na como símbolo místico. Só com D. Dinis e com a extinção da Ordem pelo Papa, a cruz estiliza-se na Cruz da Ordem de Cristo (os Templários renovados), a que aparecia nasa velas das caravelas.
A origem e significado nada tem a ver com a cruz onde Cristo foi crucificado. É muito anterior. No séc. IX a.C. já existiam na Assíria e no séc. XV a.C. foi encontrada uma em Cnossos (Creta). A sua origem insere-se na tradição antiquíssima da cruz "inscrita no círculo". Aliás, a cruz de Cristo só começou a ser usada no séc. Vd.C. Até aí era o Icthus (Peixe). A cruz de quatro braços iguais, apontando para os quatro pontos cardeais, é o símbolo da totalidade do Cosmos, inspirando os próprios mandalas. É o símbolo da harmonizaçao dos quatro elementos, sendo o centro o motor imóvel, o quinto elemento, a raiz do movimento. A "dupla hélice". E como "Deus é geómetra", segundo Platão, a Cruz Orbicular é um prodígio de geometria: a intersecção de um círculo central com quatro círculos laterais. Os indianos adoptaram a suástica (suástica em sânscrito quer dizer cruz) de Vishnu que roda para a esquerda e representa o movimento de construção; e a suástica de Shiva que roda para a direita e simboliza o movimento de destruição. O Cosmos mantém-se graças aos dois movimentos, formando um círculo com duas linhas iguais a cruzarem-se ao centro, a Cruz Orbicular.

TOMAR - VIII (CLAUSTROS)



TOMAR - VII

Com D. João III, a Ordem de Cristo foi reformada passando a congregação de clausura, segundo a Ordem de São Bento (1529). Acabaram os tempos gloriosos dos Templários. A mudança implicou a construção de um vasto conjunto de dependências, organizado em torno de seis claustros. A modernização dos espaços reflectiu o programa arquitectónico segundo o modelo da "Cidade de Deus" (Santo Agostinho), executado por Frei António de Lisboa. O Convento de Cristo é uma amálgama impressionante de estilos. Um labirinto de corredores e de passagens. Claustros que dão para claustros. Arcos, janelas, ogivas. Escadas em caracol. Subterrâneos exotéricos. Ali está toda a história de Portugal.

27.2.12

TOMAR - IV (A CHAROLA)

Remontando aos finais do século XII a Rotunda (Charola) constituía primitivamente o oratório dos Templários (depois integrada no perímetro do Convento de Cristo). Consta que os monges-guerreiros aqui viriam ouvir missa montados nos seus cavalos, equipados para a luta com o Mouros.Trata-se de uma construção octogonal de dois andares, sustentada por oito pilares e rematada por uma cúpula. Este octógono é separado do polígono exterior de 16 lados por um deambulatório de abóbada anular. A decoração actualmente restaurada - estuques, painéis pintados, estátuas - data do início do século XVI. Esta rotunda obedece ao tipo de edifícios templários de plano centrado, mas a sua organização constitui uma interpretação original da igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém. Uma construção única no mundo.

TOMAR - III

Grande parte da construção do castelo foi efectuada com pedras aproveitadas da cidade destruída de Além da Ponte (a «Sellium» romana), situada na margem do rio Nabão - algumas delas são facilmente identificáveis graças à preservação das inscrições. Formando um pentágono de forma irregular, a fortificação é fruto de uma arquitectura militar avançada para a época e realizada na Terra Santa, na qual se inspirou provavelmente Gualdim Pais. Duas cintas de muralhas - uma exterior e a outra para proteger a torre de menagem - e o emprego conjunto de torres redondas e de cubelos são disso testemunho, bem como a maravilhosa charola do convento, de inspiração oriental.

TOMAR - II

O sítio sobre o qual se eleva o Castelo dos Templários foi baptizado, em 1190, com o nome árabe do Nabão, onde Gualdim Pais tinha acabado de repelir um ataque muçulmano. Depois de ter tentado retomar Silves (no sul de Portugal), o emir de Marrocos, à frente de um grande exército apoiado pelas tropas dos reis mouros da Andaluzia, avançou para o Norte. Atravessou o Tejo, cercou Santarém, onde se encontrava o rei D. Sancho I, e apoderou-se de Torres Novas e Abrantes. Preparava-se para fazer o mesmo com Tomar, mas ao fim de seis dias de assalto, os templários mantinham invicto o castelo onde se tinha refugiado a população. Os sitiados causaram enormes baixas aos Mouros, principalmente quando estes conseguiram forçar a porta sul do castelo e entrar aos milhares na cinta exterior. Num imediato contra-ataque, os cristãos repeliram os assaltantes com tal ímpeto e causaram uma destruição tal entre os inimigos que a porta passou a ser conhecida como «Porta do Sangue».