13.4.09

TEMPLÁRIOS REVISITADOS - BREVE ENQUADRAMAENTO DA ORDEM

POTÊNCIA ECONÓMICA E POLÍTICA (continuação)

Em termos económicos, a Ordem, apesar das diferenças de épocas, comportou-se como as multinacionais actuais. Uma gestão profissional; com poucos meios próprios nas comendas; aproveitamento da mão-de-obra local e de acordo com os usos desse local (chegaram a ter escravos, se esse era o hábito, para não hostilizar os barões da terra); introdução de novos métodos de exploração e de “formação de quadros”; estabelecimento de uma espécie de “contratos-programa” que permitia a estabilização do seu pessoal; aceitação de trabalhadores sarracenos especializados (no caso da Península Ibérica isso é patente)… Uma política realista e pragmática.
Para além do poderio fundiário, os Templários perceberam que os bens criavam tanto mais riqueza quanto mais rápida era a sua circulação.
Assim, construíram uma frota naval que, para além de garantir o transporte dos cruzados e peregrinos para a Terra Santa, rivalizava comercialmente com genoveses e venezianos e tentou mesmo obter o monopólio do Mediterrâneo.
Foram criados eixos viários específicos que estavam permanentemente guardados, com castelos que permitiam a intervenção rápida em caso de assalto. Deste modo, o viajante, ou os bens, estavam sempre nas terras da milícia ou na sua zona de influência e vigilância: as “rotas Templárias”.
É que o Templo pretendia favorecer o comércio, garantindo a segurança dos caminhos e, ao mesmo tempo, diminuindo a tarifa das portagens.

No domínio financeiro, os Templários são inovadores.
As comendas (mais de nove mil) funcionam como balcões ou agências bancárias, podendo os depositantes contar com a protecção musculada da Ordem.
São criados novos instrumentos financeiros, não muito diferentes dos actuais: os “mandatos”, equivalentes aos nossos cheques; as transferências bancárias, evitando a circulação de moeda dada o perigo da operação e a raridade da moeda; as “letras de câmbio”, que permitiam depositar numa moeda e receber noutra, por exemplo, na Terra Santa; a contabilidade organizada, de forma a que cada comenda podia ser “auditada” a todo o momento.
A confiança nos Templários era tal que se tornaram tesoureiros de reis; conselheiros financeiros do papa; geriram fundos do Estado; emprestaram dinheiro a monarcas; funcionaram com avalistas e notários… Um verdadeiro “lobby” financeiro, que lhes dava um poder imenso e, simultaneamente, lhes criava os maiores inimigos… Um contraste total entre os “pobres cavaleiros de Cristo”, (que segundo se dizia, apenas tinham um cavalo para cada dois) e este papel de banqueiros, esta multinacional inconcebível para a época.
A ordem organizara-se de modo a não depender de ninguém e de forma a que fossem os outros a não poder passar sem ela.
jp

4 comments:

Maria Augusta said...

Com toda esta potência se entende porque despertaram tanta cobiça...e porque o tesouro deles é procurado até hoje!
Abraços.

EXPRESSODALINHA said...

MAS NÃO APARECEU... OU SERÁ QUE SIM?

Lília Abreu said...

Vou juntar tudo e imprimir... a conta-gotas, não vou lá, rs

Um postal... com um cabrito... atrás, méeeeehhh, why not escrever algo: a culpa foi do cabrito!
não vamos repetir esta ementa...
ou algo com humor, ao teu estilo?
Eu sei tão bem como é... aprendi a contornar, obrigando as pessoas a virem para o momento presente, e exagerando as situações todas passadas,e hoje podia estar assim e assado.
Não sei, comigo resulta...80% das vezes, rs
porque já não posso voltar lá atrás de esfregona na mão. Porque aprendemos à n/conta. Mas porque estamos GRaTOS estar aqui com eles/as. Estamos cá todos, o futuro é incerto, temos o AGORA.
E, porque não, refazer´o Domingo de Páscoa? atrasar o calendário e Páscoa é quando e como quisermos?
Já passou. Estás a resgatar sonhos. estás aqui!
E, muita gente há contente por isso.
Amem, rsrsrs moralista do caraças, rs
Beijinhos e um abraço graaande
desta amiga e admiradora, do agora

EXPRESSODALINHA said...

Obrigado Dulcineia. Vou refazer o momento.