6.7.09

TEMPLÁRIOS REVISITADOS - BREVE ENQUADRAMENTO DA ORDEM

ANTES DA NACIONALIDADE (CONT.)
Em 1144, os Templários de Soure lutam corajosamente contra o exército de Abu Zakaria, mas saem derrotados, dada a sua inferioridade numérica.
Em 1146, D. Afonso casa com D. Mafalda, filha do conde de Sabóia, reforçando-se assim os laços com a região da Borgonha.
Em 1147, dá-se a conquista estratégica de Santarém, através de um plano audacioso, em que o esquadrão templário, liderado pelo mestre Hugo Martoniensis (de origem francesa), tem um papel essencial.
Antes da conquista, o rei teria feito dois votos, caso saísse vitorioso: dar todo o “eclesiástico” de Santarém aos Templários; doar os terrenos à Ordem de Cister, para neles se edificar um mosteiro, em dependência directa de Claraval, onde era abade São Bernardo, sem dúvida como penhor de agradecimento pela intercessão, acima referida, junto do papa.
Trata-se do Mosteiro de Alcobaça, cuja construção foi defendida por uma cintura de castelos templários.
Os Templários, aceitando a doação do rei, após a conquista de Santarém, constroem, naquela cidade, o seu primeiro templo de pedra em território português: a Igreja de Santa Maria da Alcáçova. Entretanto, a sede da Ordem passa, igualmente, para Santarém.
Ainda no ano de 1147, os Templários lutaram também nas batalhas de Lisboa, Sintra, Almada, Palmela, Alcácer, Évora e Beja. A conquista de Lisboa revelou-se uma tarefa penosa. O cerco durou cerca de dezassete semanas e o apoio dos cruzados que vinham do norte da Europa, no caminho para a Terra Santa, foi muito importante. Aos Templários, coube o papel de não deixar passar os reforços dos mouros.
Depois da tomada de Lisboa, D. João Peculiar nomeou, como bispo da cidade, o inglês Gilberto Hastings. Os Templários ficaram com propriedades em Loures e em Sintra, o “Monte da Lua” (de “Sin”, Deus-Lua babilónico).
É nesta região que, em 1152, lhes é doado pelo rei o Castelo dos Mouros, o que reforça a hipótese de a zona da Regaleira ter sido templária (remetemos para o que foi dito acerca dos “poços templários”, na Parte II, a propósito da simbologia).
Em 1158, D, Pedro Arnaldo, mestre provincial da Ordem, é morto na primeira conquista de Alcácer do Sal. A seu lado, combatia Gualdim Pais que virá a ser seu sucessor no mestrado da Ordem em Portugal.
Fotografia: Mosteiro de Alcobaça.
jp

4 comments:

Teresa Diniz said...

Gualdim Pais, o construtor de um dos mais belos castelos de Portugal, o Castelo de Almourol, e que está sepultado numa igreja também muito especial, em termos de simbologia: a Igreja de Santa Maria do Olival, em Tomar. Tomar, de resto, é uma pérola deste país.
Parabéns por estes apontamentos históricos.

nd said...

Ah que pena o Tertúlia Virtual vai expirar...
Logo agora que ia ser minha segunda postagem lá !

Bom...mas como vcs estão prometendo algo mais para o futuro...ficamos no aguardo de novos projetos tão bons qto este.

Grande abraço

Jorge Pinheiro said...

Teresa: sem dúvida. Já a seguir vai entrar o Gualdim
Bandeiras: o melhor está para vir. Obrigado por estar presente.

Maria Augusta said...

Realmente, a história das origens de Portugal está muito ligada aos Templários.