27.2.10

ALHEIRAS - GABRIELA DE SENDIM


A partir de meados do século XV, com a perseguição aos judeus em Portugal e a sua conversão obrigatória ao catolicismo, os judeus transmontanos ("marranos") inventaram a ALHEIRA. Uma artimanha para fugir às malhas da Inquisição. Como a religião judaica proibe a carne de porco, eles eram facilmente identificáveis no meio de uma população que faz dos enchidos a sua base alimentar. Assim, substituíram a carne de porco por outras carnes variadas (coelho, vitela, galinha, peru e perdiz), envolvidas numa massa de pão para lhes dar consistência. A alheia passou a símbolo de resistência. Hoje a receita popularizou-se e o omnipresente porco já entra na confecção. A perdiz, essa, há muito voou.
(Nas imagens, três simpáticas moçoilas enchendo alheiras, surpreendidas por mim no restaurante "Gabriela de Sendim". As alheiras estavam uma delícia, diga-se de passagem... as moçoilas também).

1 comment:

João Menéres said...

Aqui, eu aprendo sempre!
Não sabia que a alheira foi símbolo da resistência!
É por isso que continuo a comer essa especialidade. Aqui, se em vez do JP fosse a DECO apanhava as "moçoilas" todas sem luvas a enchê-las !!!
Eu gosto das de Mtrandela. Ou das de Celorico de Basto, bem diferentes na confecção, mas muito boas!
E, às vezes, arranjo com perdiz!
Quem tem amigos...