No frio da tarde. Expõe-se à intempérie dos olhares. Passam por ele sem ver. Mas é ele que não tem olhos. Tacteia teclas invisíveis. Notas duvidosas. Lancinantes apelos. Chama atenções envergonhadas. Passa gente rápida. Correm para o conforto do lar. Indiferença de não ver. Vantagem de não olhar. Ele fica. Fica no frio da tarde. Aguarda. De frente para a câmera fotográfo sem medo. Ele não vè. Esta é uma fotografia cobarde. Uma fotografia invisual.
23.2.10
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6 comments:
Nada de acordo consigo (FINALMENTE!).
Esta não é nem uma fotografia cobarde, nem invisual !
Estou certo, caríssimo amigo, que da próxima vez que passarmos por um invisual assim, saberemos OLHAR e AGIR !
GRANDE ABRAÇO, por este puxão de orelhas a cada invisual com olhos que não querem ver.
↓
O pior cego
é aquele que não quer a VERdade!
Belo registro!
Concordo plenamente com o João.
Nada será visto como antes...
Beijos,
Regina d'Ávila.
Talvez ele não possa ver mas certamente sua música colore seu universo...
Abraços.
O pior cego é o que pensa que vê e não sabe que não vê.
Ao menos deste-lhe uma moedinha?
Não dei moedinha, porque não tinha trocado. Normalmente é uma boa desculpa...
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