23.2.10

PAISAGENS DEGRADANTES - SEM OLHOS


No frio da tarde. Expõe-se à intempérie dos olhares. Passam por ele sem ver. Mas é ele que não tem olhos. Tacteia teclas invisíveis. Notas duvidosas. Lancinantes apelos. Chama atenções envergonhadas. Passa gente rápida. Correm para o conforto do lar. Indiferença de não ver. Vantagem de não olhar. Ele fica. Fica no frio da tarde. Aguarda. De frente para a câmera fotográfo sem medo. Ele não vè. Esta é uma fotografia cobarde. Uma fotografia invisual.  

6 comments:

João Menéres said...

Nada de acordo consigo (FINALMENTE!).
Esta não é nem uma fotografia cobarde, nem invisual !
Estou certo, caríssimo amigo, que da próxima vez que passarmos por um invisual assim, saberemos OLHAR e AGIR !

GRANDE ABRAÇO, por este puxão de orelhas a cada invisual com olhos que não querem ver.

byTONHO said...



O pior cego
é aquele que não quer a VERdade!

Belo registro!

La Maison d'Ávila said...

Concordo plenamente com o João.
Nada será visto como antes...
Beijos,
Regina d'Ávila.

Maria Augusta said...

Talvez ele não possa ver mas certamente sua música colore seu universo...
Abraços.

Mar de Bem said...

O pior cego é o que pensa que vê e não sabe que não vê.

Ao menos deste-lhe uma moedinha?

Jorge Pinheiro said...

Não dei moedinha, porque não tinha trocado. Normalmente é uma boa desculpa...