23.2.10

TEACHER LEAVE THE KIDS ALONE

Esta escola da aldeia da Quinta das Quebradas, em Trás-os-Montes, não tem professores, nem tem alunos. A aldeia não tem gente. O quadro preto não tem ninguém. Nada tem coisa alguma. Tudo é deserto. Ficaram traços na ardósia da vida. O interior do país está deserto. Passamos por terras sozinhas, inertes de ser. A existência ficou suspensa na paisagem isolada. Discutam, falem, projectem.. Nada levará gente para lá O deserto não é a sul. É a norte.

9 comments:

João Menéres said...

NENHURES !

Anonymous said...

Regresso às origens? Sonho à distância? Já não há linhas de combóio para o Expresso correr na terra transmontana.
Se eu mandasse arrendava cada província desocupada, aos hectares, a ukrainas, janízaros e balantas. Esta fixação de sermos portugas ainda vai acabar mal!

Antonião

byTONHO said...



Aprenderam a fugir ou a morrer?
Triste...

DesertificAÇÃO.

Lina Faria said...

Cidades invisíveis...

Bloomsday said...

Dias estranhos, estes. Não parece ser suficiente o que se escreve. Para este pequeno munod, no dia 6 de Março, sábado, voltamos a celebrar outros mundos. Idos, pois certo. Na Elisa, que é um planeta ainda habitável. Celebramos a Happiness e outros possíveis contactos.
Obrigado pelo almoço, hoje. Foste Roberto Jorge, Jorge. Abraço de entendimento, que sendo pouco é o melhor.

Bloomsday said...

..pequeno mundo, entenda-se.

Jorge Pinheiro said...

A desertificação é impressionante. Um país à beira do deserto.
Blooms: foi um um enorme prazer. Lá estaremos dia 6, com todo o nosso potencial...

Mar de Bem said...

"O pastor das casas mortas", livro do açoriano Daniel de Sá, retrata fielmente esta realidade. Já vivemos num país sem campo, porque o campo está sem gente e cheio de ruínas, vestígios de tempos em que ali ainda era o nosso celeiro... Agora... e agora?

Jorge Pinheiro said...

E agora muita paisagem...