O filme é em 3D. Sentimo-nos todos no país das maravilhas. Sensação de envolvimento total. Caracterização fabulosa. Realização fantástica. Personagens deslumbrantes. Porque será então que saímos do cinema com a impressão de saber a pouco? Porque foi o filme simplificado ao nível da pipoca para consumo rápido de efeitos especiais? O livro está lá, mas a história não. Será uma questão de cogumelos? Tim Burton reduziu o filme à expressão mais simples. A mais compreensível e de efeitos mais garantidos. Prestou um bom serviço ao cinema, mas um mau serviço à literatura. Tudo isto serve para levantar uma questão: a profusão de efeitos, a infindável panóplia de gagets e a sua utilização ao limite, não mata a imaginação? Não perturba a própria realização? Não compromete a história? Ou estaremos ainda nos primórdios de um novo produto que deslumbra os próprios realizadores? Alice é um filme a ver, mas que não deixa saudades.
27.3.10
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8 comments:
Eu acho que apenas dá uma visão da história num contexto inventado.
A Alice tem sempre o mesmo sonho desde criança e é em adulta que começa a perceber isso.
Trata-se de uma espécie de "cover" (como na música).
Filme que não vai deixar saudades, não vejo!
Boa resenha! Um a menos! Preciso ver tantos!!!!
MWM: concordo. Um verdaeiro "cover"
Eduardo: vale a pena ver pelos efeitos visuais fabulosos.
Oi Jorge,
Eu também assisti e gostei do ALice em 3D.
Quanto a ele ter sido simplificado em relação ao livro, acho que isso acontece com quase todos os filmes que são feitos de livros. Já era de se esperar.
Um abraço,
Fatima
Pois, se calhar sou eu que mitifiquei o livro... Não sei. Soube a pouco.
Olá Jorge, fui hoje ver "Alice au pays des merveilles" com a Joana. gostámos pelas razões que invocaste. Estou inteiramente de acordo com a tua crítica.
A Primavera apareceu-vos bem linda!!! Aqui ainda estamos a espera...
Helena: a Primavera está nos nossos corações! (esta não estavas à espera).
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