Um sábado no país profundo. Perdida nas serranias entre Vila do Rei e Sardoal fica Valhascos. Uma aldeia acolhedora, onde todos os anos um grupo de "anarquistas" se reune, vindos de Lisboa, Porto, Aveiro e Coimbra. O cabrito pascal é cofeccionado com esmero por um casal amigo que nos trata com um desvelo, quiçá, exagerado (Senhor eu não sou digno). O cabrito sofre e nós, com pena, somos forçados a comê-lo, num acto de canibalismo ritual que perpetua a energia animal numa simbologia faunística de dimensão zoomórfica. Depois é o arrastar da tarde entre bilhar e matraquilhos na tasca da Associação local esperando o jogo de futebol, no meio de amendoins e copos de três, na gritaria do penalty inexistente ou do off-side duvidoso. E assim passa o tempo... até ao jantar.
29.3.10
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6 comments:
Uma tarde portuguesa, com certeza!
No Sardoal tenho bons amigos!
A começar no Presidente da Câmera...
Mas, em VALHASCOS creio não conhecer ninguém...
Mas, como não sou "anarquista" também não admira, embora tenha admiração por alguns.
Boa vida. Bom isto. Bjs Laura
Eduado e João: Totalmente portuguesa. O grupo é completamente anárquico e fazemos muitos passeios juntos. É curioso como se formou. Fica para outro post...
Diz: é muito cansativo. Passar o dia a comer. A jogar bilhar. Ver jogos de futebol à base de nervos... Muito cansativo.
aplausos aos anarquistas!!!acho que se divertem nao deve ser cansativo:)))
outro beijo
Myra:foi bem divertido. É um grupo sensacional.
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