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25.3.13

LEZIRÃO - ALDEIA AVIEIRA

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No início do século XX e até aos anos 1960, vários pescadores de Vieira de Leiria e de Aveiro - que protagonizaram o último grande movimento migratório do século passado em Portugal - desceram até às margens dos rios Tejo e Sado, na tentativa de encontrar melhores condições de pesca e mais oportunidades.
Os avieiros, rejeitados inicialmente pela população local que lhes chamava “ciganos do rio”, viviam nos seus próprios barcos, até que, à medida que se iam integrando, começaram a construir pequenas habitações de madeira junto ao rio, em palafita (construção que impede as casas de serem arrastadas pelas correntes do rio).
Hoje, há ainda várias aldeias espalhadas pelas margens do Tejo, na zona de Azambuja, Alpiarça, Salvaterra de Magos e Santarém.  Fomos a Lezirão (Azambuja) comer lampreia. As imagens que se seguem em próximos posts podem ser eventualmente chocantes para os espectadores mais sensíveis.

30.3.10

SANTANA - I


Santana fica no meio destas serranias. Uma aldeia perdida no centro geodésico de Portugal. Só lá vai quem sabe; só sabe quem lá vai. É aqui que a Fernanda anda a reconstruir a casa dos avós. Um acto de nostalgia e persistência. Em Portugal tudo é perto e, no entanto, vamos sempre para os mesmos sítios. Lisboa, Porto e Algarve. O resto é cada vez mais paisagem. Passagem entre auto-estradas. Mobilling de ocasião. Em baixo pode ver a casa velha. No seu xisto original, será a parte mais complicada e dispendiosa de preservar.

SANTANA - II



GOLEGÃ - IGREJA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO


Em finais do séc. XV ou princípio de XVI foi erigida esta Igreja no local onde existia uma outra de estilo gótico. A sua construção foi custeada pela coroa e pelos habitantes da vila, em partes iguais. O arquitecto foi Diogo Boytac, o arquitecto inicial do Mosteiro dos Jerónimos. Destaque para a "decoração" manuelina do portal de entrada. Ver detalhes em baixo.

GOLEGÃ - IGREJA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO


29.3.10

ABRANTES - CASTELO


É possível que aqui existisse um castro pré-histórico e uma posterior ocupação visigótica e muçulmana. O castelo medieval data do séc. XII, aquando da tomada de Abrantes aos mouros pelas tropas de Afonso Henriques. É ele que manda reforçar as defesas e entrega o castelo aos Templários, ficando integrado na linha defensiva do Tejo, um impressionate dispositivo com fortalezas e torres de vigia que impediu a reconquista moura. Sofre melhoramentos com Afonso II e, depois, com D. Dinis que faz doacção à mulher, Isabel de Aragão, a Rainha Santa. A partir daí, o castelo passa a fazer parte do património das rainhas de Portugal.

ABRANTES - DOMINGO DE RAMOS


PAUL DO BOQUILOBO - II


PAUL DO BOQUILOBO - III

PAÍS PROFUNDO

Um sábado no país profundo. Perdida nas serranias entre Vila do Rei e Sardoal fica Valhascos. Uma aldeia acolhedora, onde todos os anos um grupo de "anarquistas" se reune, vindos de Lisboa, Porto, Aveiro e Coimbra. O cabrito pascal é cofeccionado com esmero por um casal amigo que nos trata com um desvelo, quiçá, exagerado (Senhor eu não sou digno). O cabrito sofre e nós, com pena, somos forçados a comê-lo, num acto de canibalismo ritual que perpetua a energia animal numa simbologia faunística de dimensão zoomórfica. Depois é o arrastar da tarde entre bilhar e matraquilhos na tasca da Associação local esperando o jogo de futebol, no meio de amendoins e copos de três, na gritaria do penalty inexistente ou do off-side duvidoso. E assim passa o tempo... até ao jantar.

FUTEBOL