No início do século XX e até aos anos 1960, vários pescadores de Vieira de
Leiria e de Aveiro - que protagonizaram o último grande movimento migratório do
século passado em Portugal - desceram até às margens dos rios Tejo e Sado, na
tentativa de encontrar melhores condições de pesca e mais oportunidades.
Os avieiros, rejeitados inicialmente pela população local que lhes chamava
“ciganos do rio”, viviam nos seus próprios barcos, até que, à medida que se iam
integrando, começaram a construir pequenas habitações de madeira junto ao rio,
em palafita (construção que impede as casas de serem arrastadas pelas correntes
do rio).
Hoje, há ainda várias aldeias espalhadas pelas margens do Tejo, na zona de Azambuja, Alpiarça, Salvaterra de Magos e Santarém. Fomos a Lezirão (Azambuja) comer lampreia. As imagens que se seguem em próximos posts podem ser eventualmente chocantes para os espectadores mais sensíveis.




