7.4.10

APOCALIPSE NOW

Desconfiamos da democracia. Não queremos a ditadura. Fugimos da anarquia. Esquecemos a utopia. Economicamente inábeis. Politicamente inválidos. Sociologicamente tolerantes. Psicologicamente egocêntricos. Intelectualmente diletantes. Críticos de tudo. Seres expectantes. Fingimos não ser nada. Mudamos a cada miragem. Deixámos de compreender. Deixámos de querer. Apenas queremos viver. Um dia virá em que teremos de tomar posição. Esse dia chegará. Vai haver barreiras e trincheiras. A História pode morrer a qualquer momento. O que queremos? Alguèm sabe?

15 comments:

myra said...

meu querido amigo, quem sabe!acho que ninguem!

... said...

Viver de aparências, enganando os outros e principlamente se auto enganando. Só o travesseiro tem uma vaga idéia, de quem o usa.
abs.
(sempre há a oportunidade de mudar)

Anonymous said...

Jorge,

gostaria de dizer ao Fernando, que na maioria das vezes os travesseiros só tem caspas, e gordura dos cabelos!


A você, Jorge, que essa sua frase é antológica:
"A História pode morrer a qualquer momento".
E esse seu texto também!
Parabéns!

João Menéres said...

Reza a História, que somos um povo que não se deixa governar.
Mas gostamos de ser mandados!
Não há um sistema entre a LIBERDADE e a Ditadura?
Assim, uma coisa que se assemelhe a uma BRANDA e POÉTICA ditadurazita?
Pergunto eu...

Estou 100% de acordo com o EDUARDO:
O TEXTO DO JORGE É MAIS UM TEXTO ANTOLÓGICO DA SUA LAVRA!!!

Lília Abreu said...

Gostei do "deixámos de querer" .

Vamos , corrijo, estamos, para o caos. Talvez daí nasça algo...

Mari Amorim said...

Gostei muito Jorge,o importante é viver,poi vc disse td passa.
Boas energias,
Mari

Selena Sartorelo said...

Olá Jorge,
Um texto que acabei de escrever e pelos meus motivos eu acho que cabe aqui.

beijos meu querido amigo.

O tempo que o tempo me rouba. Quando a história começa esboçada com palavras grandiosas e significados ínfimos. Quando o absurdo é possível e um exagero fantástico anuncia o que não te cerca.
Imitar o ato de representar. Passar sem perceber. Ser sem nunca ter tido um único pensamento do que poderia ser se pensasse o momento vivido e não o não existido.

Jorge Pinheiro said...

A reflexão é inconclusiva, como quase tudo na vida. Fiquemos com as palavras da Selena que, não sendo animadoras, deixam a existência fora da linha de água. Obrigado pelo contributo.

Selena Sartorelo said...

Um reconhecimento respeitando o sentido que as coisas não tem e que em alguns momentos fazem todo sentido da vida.
Obrigada amigo que expressa tão bem cada linha. Beijos Jorge Pinheiro.
Agradecimento global de compreensão pessoal.

Jorge Pinheiro said...

Beijos Selena.

Anonymous said...

Ora vamos lá desdramatizar por frases:
1 e 2: não há sistemas perfeitos e muito menos, eternos.
3 e 4: ainda bem, sinal de maturidade.
5 e 6: sempre fomos um povo pobre e inculto não é com 20 anos de algum conforto económico que surgem estadistas debaixo das pedras.
7:?
8 a 11:é a natureza humana
12 e 13: Darwin
14, 15 e 16: é natural depois dos 50 anos
17 18 e 19: na altura saberemos o que fazer não te preocupes.
20: houve um gajo que escreveu um livro sobre isso depois da queda do muro de Berlim. Estava completamente enganado.
21: Só os crentes e os fanáticos respondem afirmativamente.
Ortega

Unknown said...

Ortega: fico muito mais descansado... Mas tem dias!

... said...

Reflexões e mais reflexões, sem um espelho como refletir a nossa realidade? Pensamos que somos alguma coisa de importante, acreditamos que temos bastante capacidade, escrevemos fazendo história, a nossa história.Quando menos esperamos viramos terra. Na realidade somos um monte de nada. Mas nem por isso deixo de ser feliz, muito feliz.
Abs.

Jorge Pinheiro said...

Fernando: acredito a nossa capacidade de mudar o rumo das coisas (de certas coisas). Gostio de reflectir... mas, no fundo, também sou feliz. E isso é o mais importante.
Ortega: tens quase razão em tudo. Falta só ser verdade.

... said...

Pois é amigo Jorge, mudar o rumo das coisas.... Direi com a maior certeza, sobre minha vida mudo tudo, tenho pleno poder de muda-la, conforme eu queira, basta fé.
Abs.