Em todos nós há uma cegonha. Uma cegonha que voa alto planando na corrente. Subindo, descendo, vogando inerte na brisa. Vimos de não sei onde e vamos para sei sei quê. Ficamos aqui. Pensamos ali. Inveja do ar. Sair. Largar. Horizonte infinito. Seremos sempre incompletos. Não sabemos sonhar.
25.5.10
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7 comments:
Encerrou com chave de ouro!
Imagem e texto na altura de um "Jorge Pinheiro".
beijo
Gostei muito dessa frase: Em todos nós há uma cegonha. Em mim, há uma cegonha, sim, ou talvez uma gaivota. Prefiro não ter outras coisas, em troca do direito de sonhar.
Bjs
O curioso, Jorge, é que de relance,
achei que fosse um tui-iú-iú, ave do pantanal Matogrossense.
Talvez pela escala do ninho.
Também por termos aqui uma versão brasileira de Cáceres.
Nossa Cáceres matogrossense fica à beira do rio Paraguai, portanto de colonização espanhola.
A tua original Cáceres, também tem aves exóticas.
Devo ter vindo ao mundo num modelo desses aí.
Magrinha, quase planando.
Quem sabe sabemos somnhar por sermos incompletos...
Acabei de ler o livro que indicou "O Mestre e a Margarida" e gostei muito. Ele emociona com sua criatividade para falar de uma realidade dura e persecutória.Pensar que ele o escreveu na decada de 30 o coloca como precursor do realismo fantástico.
A história do julgamento de Cristo humaniza-o de forma a deixar os personagens visiveis em seus sofrimentos e angustias.
Obrigada pela indicação.
beijos
"Não sabemos sonhar". gostava de pensar que está redondamente enganado ... veremos.
Abraço
Fernando: também queria estar enganado.
Angela: ainda bem que gostou dolivro. Já vi que, obviamente o entendeu. Há uma essência divina naquele livro e uma textura de fragilidade humana que se cruzam numa leitura fant+astica inimitável:o Mestre!
Lina: Tenho de ver esse pantanal. Aguardo convites :)
Teresa: é mesmo. Todos temos uma cegonha cá dentro.
Li: não me faça corar...
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