7.5.10

DOMINIO VICARI - O VINHO

Meninas e meninos,
Todos sabem que eu tenho feito tudo ao meu alcance para mostrar que os vinhos Brasileiros estão melhorando, e rápido, em sua técnica de vinificação, com cepas adequadas e ambientadas aos terroirs, armazenagens competentes, enólogos já a maioria em sua terceira geração e bem formados com cursos e especializações, ale, das trocas de experiências nas mais adiantadas partes vinícolas do mundo.
Pois bem, dia destes, fiquei sabendo, e agora já nem me lembro mais, de que forma, que uma vinícola em Santa Catarina fazia excelentes vinhos.
De toda a sorte, o que é do homem, o bicho não come, como diz o ditado, e consegui provar um dos vinhos desta vinícola.
Estou falando da Domínio Vicari, onde Lisete Vicari, e seu filho, o enólogo e responsável pela parte técnica José Augusto Vicari Fasolo, trabalham a uva Riesling Itálico, dentre outras.
Provei o Riesling Reserva 2008, e aqui cabe uma explicação sobre o Reserva: Este vinho não passa por madeira, além de não receber sulfitos para conservação, então tenho que admitir que o “Reserva”seja em razão de sua qualidade, espero que a Lisete ou o José Augusto me expliquem.
Bem, o vinho em minha análise é ótimo!
Como não é filtrado, a tendência é que o vinho seja algo mais turvo, mas não é o caso deste exemplar que degustei, estava límpido e transparente, com uma bela cor amarelo palha com tons verdeais.
Olfato diferente dos Rieslings que provei anteriormente, o que para mim é óbvio, já que sua maneira de vinificação, sem conservantes e sem filtração, além do terroir também o é; a propósito, as uvas são oriundas do Vale dos Vinhedos, da própria família que as plantas há mais de cem anos, desengaçadas à mão, e depois transportadas para a Praia do Rosa, onde passam por pisa à pé, e só por mulheres(EU SABIA QUE TINHA ALGUM SEGREDO NESTE VINHO, QUE O DEIXA ENCANTADOR).
Frutas e floral em abundância, senti maçãs verdes, pêras, abricot, e um frescor penetrante nas narinas, como uma lufada de ar fresco(nunca havia sentido o que descrevo agora).
Boca muito agradável, e ai senti algo mineral, próprio desta cepa, confirmando frutas, mas agora algo cítrico, bom corpo, ótima acidez e bem integrada ao álcool com apenas 10º GL.
Como sempre, degusto e penso na gastronomia, e para acompanhar este belo vinho, um bacalhau ao forno, com batatas e azeite, sem exageros em temperos, ficou ótimo!
Sua produção é em torno de 1000 garrafas, e eu degustei uma delas.
De gustibus non disputandum est (gosto não se discute): EU GOSTEI!
Domínio Vicari
48 3355-6165
http://dominiovicari.blogspot.com
Até o próximo brinde!
Álvaro Cézar Galvão
A minha amiga Lizete sabe o que faz. Eu também degustei e não foi só uma garrafa. Recomenda-se fortemente!

7 comments:

lis said...

Jorge,
Não conheço nada de vinhos e sei que exige estudo pra falar sobre eles. Costumo reparar nos lugares descritos nos rótulos e sei que os do Vale do Loire , na França e os de Portugal - os do Porto são os bons, é tudo que sei .
Gosto mesmo é do cheirinho bom da uva.
Leio que no Brasil por ser um país quente o excesso de calor prejudica a safra.E que os espumantes são bem recebidos , mas longe de comparar com os europeus.
Bom saber do Domínio Vicari da minha xará , vou ficar atenta.
Covardia esse texto com esse bacalhau ao forno, bem agora na hora do jantar.Só tenho mesmo as batatas rsrs
À sua saúde!
com abraços

Lizete Vicari said...

Jorge meu amigo!
Que honra para mim ver o meu vinho
estampado!
Meu querido, venha novamente ao Brasil degustar um Domínio com a gente!
Quem diria hem? Nosso vinho em Portugal!
Grande beijo!

Jorge Pinheiro said...

Lis: não foi por mal. Estamos é noutro fuso! Os vinhos da Lizete são mesmo bons. A crítica não é minha. É de quem sabe. Eu limito a concordar. Peça que ela é capaz de poder mandar. O branco é excelente.

Jorge Pinheiro said...

Lizete: mais q merecido. Antes de eu ir aí ainda vc cá vem e traz uma amostra. Tá?

Lizete Vicari said...

Jorge, independente do fuso, nos encontraremos aí e aquí!!
Obrigada novamente!
Beijos!

Anonymous said...

Jorge,

no jantar que a Lili nos proporcionou, tomamos o Branco e depois o Tinto. Ambos estão muito bons! E quem tem dito, é quem conhece, e entende! O vinho, em sua segunda safra, será um sucesso, seguramente!

Jorge Pinheiro said...

Não dúvidas. Se fôr preciso ajuda...