Sem entrar penetrei. A porta era eu. A minha única fronteira. Queria ser o bule. O chá. A mesa brilhante. A obscuridade intensa. O jornal dobrado. O homem secular. Caracteres indefiníveis. Indecifráveis. Mensagens deixadas. Uma sede de desejo. Como posso saber? Como posso perguntar? E cada vez estou mais dentro. Cada vez estou mais fora. Percorro paragens em movimento. Sensações que se movem, como se eu fosse espelho e o reflexo fugisse de mim.
(Fotografia de Roberto Barbosa)
(Fotografia de Roberto Barbosa)

9 comments:
Fora e dentro...o tempo todo é assim.
Os textos estão muito bonitos. Uma viagem e tanto.
Ou me engano (coisa fácil...) ou o que aqui se destaca é a astúcia do fotógrafo - uma fantástia imagem d da "sede de desejo" (mais que secular)e do "homem secular".
Não sei bem dizer se uma por contraponto à outra (parece-me que não) ou se uma ainda apesar da outra (inclino-me para aqui).
Os caracteres podem ser indecifráveis para nós, mas, graças ao olhar do fotógrafo, a mensagem é tão clara...
Foi apanhado com um olho no burro, outro~sabe-se lá onde :)
Gosto muito da foto .O cotidiano .
Todas as sensaçoes passastes pra mim.
Queria ser o jornal que atentamente o absorve,
Abraços Jorge vamos nos movendo.
O homem secular te observa.
O homem ainda tem desejos, curiosidades...
O homem está vivo e o texto mostra isso com perspicácia.
A VIAGEM CONTINUA...
meu querido poeta, linda foto, sim, a viagem continua...
é, outras viagens virão, tb.
Belo texto, bela foto.
Bj Laura
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