Barcos que são sulcos. Sulcos parados. Riscos sem horizonte. Fogem cegos. E eu navego com eles. Cego de mim. Olhando a neblina que deixei. Esperando a luz que não chega. Viajo nos traços do tempo. Um tempo que parou. E sobre mim caiem séculos e milénios. Caiem os deuses e os demónios. As mulheres e os desamores... E fico ali num torpor infinito, olhando o espaço que não existe...
(Fotografia de Roberto Barbosa)

10 comments:
Vamos SEGUIR essa viagem! As imagens ( do Roberto ) são inspiradoras!
AMEI SUA VISITINHA VALEU!!!! Q IMAGENS LINDAS!!!!
Denso.
Sigo saboreando.
Ali, no Mar da China, o espaço é tão infinito que até admitimos que não existe...
Que espaço ocupa um homem, ou uma mulher, na vida de um homem, ou de uma mulher? o do Mar da China.
Um mar de emoções seu texto!
É tudo "culpa" do Roberto. Obrigado a todos.
Jorge!
Que texto fantástico a colorir essa extraordinária foto!
Não sei do que mais gosto: se da foto, se do texto. Que simbiose perfeita!
Curvo-me...
Margarida: és um amor. Obrigado.
... o infinito, que mais posso querer?
a fotografia é linda , enchem os olhos .
as palavras enchem o coraçao.
obrigada pelo clima sensível.
gosto. meus abrços
Lis: continue a viajar. Tem lugar cativo..
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