Montanhas longínquas. Gaivotas gritando. Bailado abstracto. Coreografia celestial. Nos barcos o cais move-se. Ondulação inerte. Borbulhar suave. Subo na tensão dos mastros. Viajo no diálogo das velas. Fujo nas amarras presas. E vou respirando. Marezia intensa. Febre que se escapa no vento morto. Um mar cego. Fatal. Olho o meu reflexo. Vejo o sal grosso que traz a monção sazonal. Vejo gente que fala. Fala sem olhar. Olha sem me ver. Estou sem estar. Ainda não sou...
( Fotografia de Roberto Barbosa)

12 comments:
Raros. Muito raros são.
Os dias de luz.
De luz que satisfaça um fotógrafo.
Um fotógrafo em Macau.
Cenário de sonho.
Um sonho do Roberto.
Um texto de sonho do Jorge.
Um sonho que dá para se sonhar também enquanto se lê.
beijo
Embarquei hoje nesta viagem, atrasada como é costume.
Mas fiquei por aqui um pouco pasmada,demorada.
Que escreves muito bem já eu disse muita vez, mas "isto" é uma junção perfeita entre palavras e imagens.
Quase que se consegue ouvir, a "grasnada" delas.
Muito bom!
Olha que ia escrever acerca do som que "ouvi" das gaivotas, JURO! E leio a Mena...
Isto aqui esta mágico!
Mais não digo.
Coreografia celestial, define bem esta foto que está simplesmente maravilhosa, tanto como o texto que a acompanha!
Venha ver a minha fotoreportagem com o Herman josé!
beijinhos missixty
E vou suspirando ... simplesmente.
Vocês são estimulantes. Obrigado.
E um novo milagre da beleza se fêz quando o texto do Jorge encontrou-se com a imagem magnífica do Roberto . Valeu !
Waldo: um agrdecimento muito especial, para palavras especias.
Que foto e que texto : sublimes!
Estou a ler o "Olhar de Fogo" e a descobrir um escritor.
Bjs
Obrigado Maria Augusta.
Teresa: olha que eu sou tímido... Obrigado.
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