14.5.10

TURISTA ORIENTAL - VIAGEM IMAGINÁRIA (7)

São espelhos que se elevam. Reflectem uma cidade que não dorme. Vidros opacos de vidas obscuras. Tudo se compra. Tudo se vende. As ruas crescem dentro mim. Levam-me na corrente. Desaguo num mar de gente. Não sei quem são. Percursos desconhecidos. Vidas paralelas. Um bulício que fala. Uma fala que não entendo. Começo a sentir-me longe, cada vez mais longe. Deixei o meu oceano. Estou noutro mar. Uma estranha sensação de abandono. Um caminho sem retorno...
(Fotografia de Roberto Barbosa)

3 comments:

angela said...

Cada dia esta melhor esta viagem...apesar do obscuro que nela há.
beijos

myra said...

meu querido gde amigo, voce é um verdadeiro POETA!!!!
e a foto é fantastica!!!
beijos

João Menéres said...

Macau, cidade de ALTOS contrastes...
À opulência grita a pobreza.
Mas, pelo que me foi dado viver, uma pobreza com porte.
Uma característica transversal: o vício.
O vício disto e de tudo.
Ao ROBERTO BARBOSA ( a imagem é dele, não é verdade?) nada terá escapado.
Fico aqui à espera.
À espera de quê?
Das Cinco Portas de Macau, originalmente (1856) denominada CIDADE DO NOME DE DEUS DO PORTO DE MACAU, que nos irão permitir penetrar naquela cidade que vive protegida pelo espírito e pelo feminino das deusas A-Mah e Nossa Senhora da Penha.
Dos becos e travessas.
Desde o do Funil, à dos Ladrões.
Dos vendedores de banca em qualquer espaço, até à Camisaria Central ( que vende vinhos, cristais e, mesmo, bens imobiliários...).
De todo um presente com as marcas vivas de um passado.
Por aí andou quem fotografou, por aí não andou quem tão bem descreve todo o misticismo que se respira.

Dois abraços: Um que não posso dar fisicamente, outro que, a qualquer momento, renovarei com admiração.