Entro nas ruas cinzentas. Lembro-me daquele homem. Quem era eu antes de ser? Teria sido ele? De repente penso que não existo. Que sou tudo e todos e nada ao mesmo tempo. A cidade entranha-se. Pára o trânsito e páro eu. Discuto quem sou. Se sou muitos eus. Quantos fui antes de vir aqui? Se este é o fim ou o princípio. Se estou no meio do caminho. Se há caminho...
(Fotografia de Roberto Barbosa)

13 comments:
Assim... como vamos poder acompa nhá-lo?
Bom regresso!
...quando desejar viajar
venho até este "cantinho"!
...obrigada!
xis grandes da létinha
http://letinhaletinha.blogspot.com/
http://birdfleur.blogspot.com/
Jorge,
E vamos caminhando sob ceus diferentes .
Em noites de abril, procurando rimas nos poemas , sem se importar em saber quem somos rs
Talvez estrelas se apagando, morrendo devagarinho. Como uma viagem imaginária ,numa cidade sem esquinas.
Continuemos.
grande o Roberto, grande voce!!!
bjs
Às vezes me confundo andando com você por essa Ásia imaginária.
Vou te seguindo pelos confins da Asia, estou adorando a viagem.
Se a imagem do ROBERTO BARBOSA foi de grande oportunidade, o seu texto cria dúvidas no meu EU.
Excelente dupla (do Eu e do não Eu. Do Roberto e do Jorge).
Afinal, eu sou eu ou eu não sou eu ?
Olá Jorge,
"Um olhar de fogo", outros aspectos.
Que nem tão sinzentas são. Seus tons não trás genialidade mas sim a vida comum de uma cidade. Homem qualquer de vida tão sua. Se não é, quem mais além de ti pode dizer. Ser um pouco de cada um, cem para um, conseguindo ser sempre um para todos cem. Os nossos sentidos, são os sentidos que a terra tem, a pele que pisamos e sentimos o toque tão bem.
beijos
Venham comigo... até para me ajudarem, porque eu nunca fui à Ásia!
sorry..! cinzentas.
cinzentas
Foi sim Jorge.
Com o Roberto.
A Myra já escreveu tudo.
beijo
Li: estou a ir...
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