E mais um saltinho rápido, até à Guerra dos Sete Anos…
Em 1757, rebentou na América do Norte uma guerra, entre a França e a Inglaterra, motivada, aparentemente, pela posse de alguns terrenos bravios (se calhar, tinham petróleo...) e que em breve se estendeu a toda a Europa.
Portugal manteve-se neutro, até que, em 1762, a Espanha, aliada dos franceses e querendo puxar Portugal para a contenda, invade Trás-os-Montes, pondo cerco a Miranda que, depois de ter resistido três meses, é tomada a 9 de Maio desse ano. A sua queda terá sido precipitada por uma explosão no paiol que arruinou a torre de menagem e matou cerca de quatrocentos homens. Acidente ou, mais uma vez, perfídia do governador? Há dúvidas… Mas o castelo nunca mais se recuperou, ainda hoje sendo uma ruína. Espero bem que não se lembrem de o reconstruir. Assim, é verdadeiramente histórico!
A seguir, Moncorvo é conquistada e saqueada. Bragança entrega-se sem resistência. Perdemos igualmente Outeiro e Freixiel.
Esta guerra termina com o Tratado de Paris, de 10 de Fevereiro de 1763. A Espanha restituía a Portugal tudo o que lhe havia tomado.
Lá no fundo, não eram maus gajos, estes espanhóis. Acabavam por restituir tudo (só falta mesmo Olivença). Se calhar, gostavam era de andar à trolha, por simples prazer… Meros Vândalos!
No cerco de Miranda, destacou-se Brites de Almeida, uma espécie de "padeira de Aljubarrota" do Nordeste, que trespassava espanhóis com um espeto.
(continua)
1 comment:
Esteja descansado...
Nem sabem onde é Miranda do Douro !
Mas se houver um jardim de Infância ou um fontenário parainaugurar, lá vai a correr o PM botar baboseiras feliz da vida.
Nem olha para as ruínas!
Estamos safos.
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