3.10.10

BRAGANÇA - HISTÓRIA XIV

As crueldades cometidas pelos franceses foram inauditas! No intuito de desnacionalizar o sentimento da pátria, procuravam destruir quanto pudesse evocá-lo. O bronco Junot, incapaz de compreender a grandeza da epopeia portuguesa, prometia, para cada província, um Camões, agora a falar francês!!!

Tudo isto foi demais. A paciência nacional esgotou-se. Nem os espanhóis conseguiam aturar a arrogância napoleónica. Rompem a aliança. Portugal e Espanha, finalmente, comungam dos mesmos sentimentos!

A 9 de Junho de 1808, Porto e Braga sublevam-se. Mas tais movimentos foram abafados. É então que Bragança inscreve nas suas páginas talvez o maior feito da sua história. Foi a “Revolução de Bragança”, depois seguida por todo o país. O tenente-general Manuel Jorge Gomes de Sepúlveda é aclamado chefe do movimento no dia 11 desse mesmo mês de Junho. Organiza-se a Junta Provincial do Supremo Governo (mais tarde Junta Provisional) e começou, de imediato, uma subscrição em dinheiro e géneros. Reuniram-se 3.782 reis (ora isto, em euros… é fazer as contas!), 4.890 alqueires de centeio, 24 camas e 3 cavalos!

O movimento alastrou rapidamente a Miranda, Moncorvo e Vila Real.
Logo no dia 11 de Junho, procedeu-se à aclamação do Príncipe Regente e foram chamados às armas todos os transmontanos. Sepúlveda ordenou a expulsão de todos os franceses da província, no prazo de três dias. Organizou-se com os espanhóis de Zamora para estabelecer as linhas de defesa no Douro. A revolução rebentou por toda a Beira e Minho e, finalmente, o Porto secunda o movimento de Bragança, a 18 de Junho.
(continua)


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