O certo é que a relativamente liberal e rica Bragança acaba tomada e saqueada pelo visconde de Monte Alegre, segundo general de D. Miguel, em Novembro de 1826. A 22 de Fevereiro de 1828, chega de Viena de Áustria D. Miguel e proclama-se legítimo rei.
Lá volta tudo ao mesmo. Agora a "Oposição" defendendo a “Carta”, a partir do Porto… Novamente o distrito de Bragança é embrulhado na bagunça.
Finalmente, mas mesmo finalmente, tudo acaba pela Convenção de Évoramonte, em 1834, com a implantação do regime constitucional que, imediatamente, se fragmentou em dois partidos: Cartistas (moderados) e Setembristas (mais radicais), os quais lutavam pela Constituição de 23 de Setembro de 1822. Estes últimos vencem pelas armas e obrigam D. Maria a jurar e restabelecer esta constituição.
Mas a rainha, voluntariosa, autoritária, violenta e teimosa, como todos os Braganças, em breve conspira contra a constituição que jurara e organiza a contra-revolução armada, logo em 1836. É a chamada Belemzada porque a rainha, para a pôr em acção, foge para o palácio de Belém.
E lá recomeça a trolha. Em Moncorvo, o ex-juiz J. J. Meireles (?!) congrega partidários e exige que a Câmara Municipal anule o auto de aclamação da Constituição de 1822. Vêm os outros, tentam prendê-lo. Pisga-se, mas acaba vencido e a constituição de Setembro é proclamada. A seguir, estala a revolta dos marechais: os duques de Saldanha e da Terceira, pelos “cartistas”, e o barão do Bonfim e Sá da Bandeira, pelos “setembristas”.
Em Bragança, predominam os cartistas e uma Junta Governativa (mais uma...) é nomeada. As tropas da província aderem ao cartismo, tal como acontece no Minho. Nas outras províncias do país, prevalecem os setembristas. Dá-se o combate de Chão da Feira, em que os “cartistas” ficaram em má posição. Saldanha, de seguida, recua para Trás-os-Montes e tenta, a partir das linhas do Douro e Tua, barrar a entrada das tropas “setembristas” e preparar o contra-ataque, em ligação com a Junta de Bragança. Entra depois em Chaves, em direcção a Braga. Mais uma vez, é derrotado pelos cartistas, em Ruivães. É então assinada a Convenção de Chaves, segundo a qual as tropas de Saldanha passariam a obedecer ao governo.
Mas (há sempre um mas...) a rainha e os cartistas não desanimam e acabam por triunfar. Para contentar todos, "produzem" a Constituição de 1838, que, no fundo, era a mesma de D. Pedro!
(continua)
2 comments:
Que legal ver lindas fotos e aprender mais por aqui!abração,chica
Chica: eram tempos muito confusos. Esta é a história de Portugal visata de Trás-os-Montes.
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