17.7.12

LANZAROTE

Algures em 1998 fui até Lanzarote (uma das 12 ilhas do arquipélago das Canárias, integrado na chamada macaronésia). Na altura ainda não havia câmeras digitais. As fotos que agora apresento são um scan dessas arcaicas fotos impressas no velho papel mate. O futuro prémio Nobel, José Saramago, já se tinha refugiado na ilha acompanhado pela sua amiga espanhola. A ilha surpreendeu-me em absoluto. A paisagem que vemos na foto anterior e nesta mesma são pequenos vulcões. Uns podem explodir, outros estão aparentemente adormecidos. Diferentemente de Tenerife ou da Ilha do Fogo (Cabo Verde), onde os vulcões se impõem como chaminés esmagando a ilha, aqui os vulcões são como borbulhas ou acne juvenil: muitos e prontos a rebentar. As águas saem quentes. Há geisers por todo o lado. Um perigo organizado e feito turismo, numa ilha impressionantemente limpa e carregada de arte pública. César Manrique é a referência. Uma referência pouco conhecida que vou procurar "revelar" em próximas posts.

4 comments:

Paulo said...

Interessante. Não te esqueças de contar o episódio agarofóbico (uma delícia) e, já agora: "impressionantemente" e "scan"

Eduardo P.L said...

Aguardo....

expressodalinha said...

Paulo: corrigido, obrigado. Mas esse episódio foi em Tenerife... Vou tentar, mas vão julgar que sou maluco (se calhar já sabem).

daga said...

Linda paisagem :) o Saramago nunca foi parvo...