20.2.13

MORTOS VIRTUAIS

Ando com a ideia de publicar um livro de Crónicas Curtas. Para isso, tenho andado a rever o meu blogue desde o início. Já lá vão quase seis anos. Não se imagina o que tenho encontrado. Dei por mim a reler alguns comentários e a emocionar-me com o que estava escrito. Eram períodos áureos da blogoesfera. Da saudosa Tertúlia Virtual, onde muita gente apareceu. Houve um ano (2009) em que comemorei o meu aniversário on-line. Os comentários foram mais de 300! A minha produção era impressionante. Chegava a meter quatro e cinco posts por dia. De repente, ao ler aquilo tudo, atingiu-me uma imensa nostalgia. Tanta gente que por aqui passou e desapareceu. Gente com "nick names", outros anónimos, outros de cara descoberta. Tenho saudades de todos. Não os conhecia realmente, mas, ao aparecerem por aqui, tornavam-se meus convidados. E, a pouco e pouco, faziam parte da minha vida. Do meu dia a dia. Dos meus pensamentos. Onde está essa gente? Porque desapareceram? Será que os vou reencontrar? 

13 comments:

Li Ferreira Nhan said...

Excelente Jorge!
Como quase tudo já lido aqui no Expresso.

O livro está mais do que na hora e a crônica de hoje poderia ser a última.
Ou a primeira.

(Ainda bem que não estou morta!)

Selena Sartorelo said...

Olá Jorge,

O momento não poderia ser mais significativo, ao menos para mim...tenho sentido isso cada com mais frequência... e minha vinda aqui era justamente para ler-te e matar um pouco, mais do que a saudade, a necessidade de encontrar coisas tão boas, interessantes e tantos (antes) que ficaram para trás, sem duvida a pessoal necessidade que elas regressem, não iguais evidentemente, mas tão naturais como eram e ainda certamente, melhores. Tenho pensado muito nisso...coisas das quais minha alma, minha mente, meu ser precisa...longe fica a virtualidade quando existe essa sinceridade.
Beijos meu e meus amigos tão e especialmente queridos.

myra said...

formidavel e va em frente e faca!!!!!os amigos virtuais para mim ja sao MAIS qe REAIS!!!

Eduardo P.L. said...

Jorge,

seu livro será muito bem vindo.
Como tudo na vida, a blogosfera teve um princípio, seu auge e terá um fim. Quando? ninguém pode prever. O registro desses anos dourados merecem ficar no papel, para não se perderem nas nuvens!

João Menéres said...
This comment has been removed by the author.
João Menéres said...

Meu caro Jorge

Mantenho-me vivo no EXPRESSO DA LINHA e, curioso, já era seu "seguidor" meses antes de
o GRIFO PLANANTE ter nascido com a sua dupla
benção, uma vez que é padrinho do meu blogue e lhe pedi autorização para utilizar o nome que a BÉ me sugeriu, mas informando-me que grifo planante tinha sido uma expressão que tinha ouvido da sua boca.
Desde o verão de 2008 que o sigo atentamente, para não utilizar o termo persigo !.
Se o Jorge anda com a idéia, é certo que podemos contar com o livro !
Não me esqueço daqueles contos tão saborosos, como, e para citar apenas dois, o do guarda-chuva a rolar na praia levado pelo vento e a bola de berlim na caixa sempre esquecido.

Força, JORGE !

( Um s a mais fez-me corrigir o comentário das 16:18h.

Anonymous said...

Lindo e muito sentido tudo quanto escreveu!
Lendo-o, vive-se, sem querer e sem a ele pertencer, a nostalgia desse seu tempo e de seus amigos...
E sei, pois já me passeei um pouco neste seu óptimo Expresso, que, mesmo sem conhecer, sabe muito bem da arte de bem receber...

Anónimo da Sertã

Silvares said...

Compreendo-te perfeitamente.
:-)

Fatyly said...

Eu quando vim e conforme disse li o blogue de fio a pavio e tens matéria tua e de muitos comentadores, para um livro de excelência.

Há uma evolução em tudo e as redes sociais são os comandantes actuais, mas tenho constatado que blogues que estavam parados há anos...voltaram e não sei dizer a razão.

Claro que houve quem tivesse morrido, outros deixaram tudo porque assim o entenderam e na conjuntura actual muitos já nem têm internet...e eu que ando por cá há cerca de 15 anos...também não sei se irá dar para continuar...porque pelo que me roubam em prol de dívidas que nunca fiz...tenho de fazer opções e cortar para manter o gargalo fora de água e ficarei imensamente triste se o tiver de fazer.

Força!

Luísa said...

oh!Porque quase nos despedimos daquilo que gostamos?
As memórias também nos alimentam mas não são o nutriente suficiente para nos manter on line.
Em 2009 eu já viajava no EXPRESSO, mas não marcava paragens...
É sempre um prazer visitar o que nos alimenta o intelecto!
OBRIGADA!

Mil beijinhos ;-)

daga said...

Jorge, publica!! a nostalgia faz parte de nós mesmo sem blog. Assim, tens um blog excelente que todos visitamos com prazer, que nos ensina com os teus textos e nos deslumbra com as tuas fotos!
beijo

expressodalinha said...

:))

Mena G said...

Ó pá, nem todos desapareceram. Nem todos ficaram anónimos.E se não fossem as tuas flores e "Filhos do Povo do Sul"... Era assim? :) Isso sim, dava um livro muito bom.