14.11.13

OPERAÇÃO CAÇÃO - XIV


 

Em Lisboa, nos laboratórios da Polícia Judiciária, o cartão de telemóvel fora descodificado. Era impossível identificar o seu proprietário. Mas os números de contacto e as mensagens foram recuperados. Para grande surpresa dos investigadores, as mensagens arquivadas eram, no mínimo, suspeitas. Em especial,  três mensagens podiam ligar-se ao atentado. Uma, recebida a 20 de Agosto, dizia: “Podes ir buscar a encomenda”. A outra, recebida a 26 de Agosto, dizia: “Entrega a encomenda amanhã”. E, finalmente, uma terceira enviada a 27 de Agosto, às 13,15h, dizia: “A encomenda foi entregue. Podem pagar o porte”. A troca de mensagens era feita para um número de Bruxelas. O número de Bruxelas estava inactivo desde o dia 27 de Agosto e era impossível detectar o assinante. “O Gordo” tinha um instinto extraordinário para estas coisas. Para ele, tinham acertado na mouche. Aquela comunicação era entre os mandantes e o autor do atentado. Mal recebeu a informação correu ao mercado de Lagos e levou Vivaldo para interrogatório.

2 comments:

daga said...

bela imagem!! a tua personagem do inspetor é muito interessante por ser perspicaz mas humilde..

Eduardo P.L. said...

E a história, ilustrada, continua.