4.11.13

OPERAÇÃO CAÇÃO - XX

Estamos na Medina de Fez. Um homem magro e alto de barba rala entra numa porta esconsa e discreta. Um estreito corredor escuro. Subitamente a casa alarga-se como por magia. Uma sala vasta. Enorme. Um pé direito duplo, ladeada de uma colunata com arcos em ferradura. Lá em cima, no telhado, vidros coloridas dão à sala uma luz caleidoscópica. Mesas postas para o almoço. Bulício de comensais falando alto e fumando narguilés. Numa mesa ao fundo, dois homens jovens bebericavam chá de menta em copos de vidro grosso. Hassan cumprimentou-os e sentou-se. Enrolou calmamente um cigarro fininho e falou numa dijara cerrada. “Este foi dos trabalhos mais fáceis que tivemos. Nunca pensei em ganhar tanto dinheiro a gravar aquela mensagem idiota da “Jihad Ibérica”. Os outros não puderam conter o riso. Hassam passou-lhes para as mãos dois envelopes com vinte mil euros cada e disse-lhes: “Agora desapareçam de Fez e separem-se por umas semanas. Se tudo correr bem ainda vamos ter mais filmes para gravar”.
(Continua)

5 comments:

João Menéres said...

Só fita !...

daga said...

aldrabões todos os dias :p

Eduardo P.L. said...

Ótima lustração.

Mena G said...

Agora começa o "filme"... :)

myra said...

bela imagem!