Os famosos "brandos costumes" nacionais têm razão de ser ou foram uma invenção salazarista para sossego do regime? Seremos verdadeiramente tolerantes? Somos mais tolerantes que
os ingleses ou que os alemães? Não matámos tanto como os holandeses no Brasil?
Toleramos melhor os pretos? A nossa Inquisição foi mais suave que a espanhola? O 25 de Abril foi uma revolução de cravos? Sinceramente, acho que pouco importa se somos um povo tolerante
ou intolerante. Tenho receio é de sermos um povo “tótó”. Uma tolerância feita de
cobardia. Tenho receio que os “brandos costumes” sejam ausência de vontade.
Incomoda-me que a tolerância seja, afinal, desinteresse por quem nos governa e
como nos governa. Que seja falta de pachorra para exercer os nossos deveres
democráticos. Indiferença pelos subornos e pela corrupção. Falta de horizontes.
Ausência de projectos. Um povo abúlico e inerte, brincando diletantemente aos “brandos
costumes”. Um povo desinteressado de si próprio.
Showing posts with label Clube Ferroviário de Portugal. Show all posts
Showing posts with label Clube Ferroviário de Portugal. Show all posts
24.11.11
2.7.10
CLUBE FERROVIÁRIO DE PORTUGAL
O Clube Ferroviário de Portugal data de 1961. Sem dúvida fundado para garantir a reunião e diversão do pessoal dos Caminhos de Ferro, é hoje um espaço polivalente. Há aulas de tango. Concertos. Um restaurante no terraço superior, com bancos almofados sacados das carruagens. Fica na zona de Santa Apolónia, na rua por cima da gare dos comboios. Vemos o Tejo. As luzes de Almada lá atrás, muito longe. Os paquetes que atracam no caís em frente. Os comboios que passam logo ali por baixo. É num sítio que nem eu sabia existir. O novo espaço in de Lisboa onde se junta a beautiful people entre mantas de convés que tornam o convívio mais íntimo e aconchegado.
Subscribe to:
Comments (Atom)