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11.10.15

MINORIAS RELATIVAS

Para quem gosta de democracia e de eleições, Portugal está o máximo. Nas legislativas do passado Domingo o Partido Social Democrata ganhou perdendo, o Partido Socialista perdeu ganhando, o Partido Comunista  ganha sempre mesmo quando perde e o Bloco de Esquerda não sabe que fazer com tantos votos acumulados. Só que ninguém teve maioria. Agora andam todos numa roda viva a ver como se hão-de casar. O PS, que perdeu ganhando, tanto pode cair para a direita como para a esquerda, o PCP pela primeira vez em 40 anos quer entrar no governo e o BE vai querer também. A direita com o PS somado tem 70% dos votos. O PS com o PCP e BE somados tem 52%. O povo votou no centro direita, mas arrisca-se a ter um governo de esquerda. A Europa desconfia e os "mercados" estão atentos. Até pode ser que fique um governo de gestão até novas eleições. Sabe-se lá. Para já não pode haver eleições porque o Presidente da República está em fim de mandato e não pode convocar. Só daqui a 6 meses. Ah, pois é! Em Janeiro temos presidenciais. Isso sim que vai ser bom. O Marcelo, o Nóvoa e a pequenita Maria já andam aí no terreno, ainda as legislativas não estão frias. Os comentadeiros e os paineleiros televisivos nunca tiveram tanta saída. São cenários, previsões, leituras, hipóteses... A democracia demorou a chegar, mas aí está ela em todo o seu esplendor. Aproveitem que isto não dura sempre.

3.9.15

NOTÍCIAS DE AGOSTO

Por cá também não tem chovido. Há incêndios por todo o lado e as eleições estão à porta. Nada que interesse muito. A crise vai bem. Os sem-abrigo não se manifestam. Os sindicatos estão sossegados. Os partidos curtem o Algarve. O ex-Primeiro-Ministro, Sócrates, continua preso e a sobrecarregar o Orçamento de Estado em comida e dormida. O maior banqueiro do país, Ricardo Salgado, está em prisão domiciliária, o que para já não nos sobrecarrega muito, a não ser em polícias à porta. O actual primeiro-ministro, Passos Coelho, é 7º mais sexy do mundo. O Ronaldo comprou apartamento em NY, mas continua a jogar no Real Madrid. O Euro está assim-assim. A crise grega vai andando, mais resgate, menos resgate. A falta de estratégia é total. A Merkel é a única que se safa no meio do pântano de ideias. Está tudo à espera da China. Um bolha gigante que vai dar muitas pneumonias ao mundo. Os migrantes da Síria e Líbia são um desastre ecológico que se adivinhava. Fazem-se muros por todo o lado e a Europa continua de reunião em reunião, no caviar de Bruxelas. Não se dá muita atenção ao Brasil. É pé de página em qualquer noticiário. Nunca se levou muito a sério a luta pela queda do PT. São todos corruptos, tanto faz. Angola, mesmo sendo também todos corruptos, está a dar enormes problemas à economia portuguesa. Só este ano caiu 25% do PIB (o mesmo que a Grécia em seis anos). Os nossos jovens continuam a migrar para o norte da Europa (Noruega, Suécia e UK) e com grande sucesso profissional. Somos um país de velhos, cujos filhos voltam em cada Natal, enquanto houver Consoada. O turismo está furiosamente a ocupar o país. Cada vez há mais franceses isentos de contribuições. Para nós os impostos são infinitos. O Estado Social está em privatização. A malta anda lixada, mas somos todos bons rapazes.

5.6.15

MATA QUE SE FARTA

As pessoas têm um instinto de sobrevivência fantástico. Como animais tentamos salvar-nos dos predadores. O contra ataque é a melhor solução. Se temos uma dor tomamos um comprimido. Se nos empurram, empurramos também. Um palavrão devolve-se a dobrar... Tudo isto para dizer que vivemos numa ficção do ego. Acreditamos que temos razão quando nada disto tem a ver com razão. A vida é querer existir mais tempo. Justificar os nossos defeitos, a fuga ao fisco e o branqueamento de capitais. Na política a coisa é mais grave porque esse instinto de sobrevivência leva à ficção colectiva em que os autores são actores e o público vota nas palmas imbecis de um comício alcoolizado com febras grelhadas e bacalhau com natas num sertão em nenhures algures de qualquer lado. Vem isto a propósito de certos livros que têm saído ultimamente de reclusos quase inocentes que eram políticos antes de ser reclusos e são hoje quase políticos depois de terem sido reclusos. Tudo boa gente que tenta apenas sobreviver como uma qualquer formiga no carreiro. Vai para eles a minha simpatia de Sheltox.

10.4.15

PRESIDENCIAIS

Entrámos em período eleitoral declarado. Vamos ter legislativas em Outubro e presidenciais em Janeiro de 2016. E esta acumulação faz imensa confusão: devem os candidatos presidenciais esperar pelos resultados das legislativas ou não para formalizar as suas intenções? Entretanto os putativos candidatos acumulam-se. Uns de esquerda outros de direita. Por junto conto já sete putativos presidentes, fora os que mentem e desmentem, os que se chegam à frente para logo recuar e os que fazem constar que talvez sim ou talvez não. Mas há alguns nomes a salientar. Há os candidatos tacticistas que vão esperar pelo momento oportuno em que uma vaga de fundo os eleve ao cargo quase sem fazer campanha. É o caso do Professor Marcelo Rebelo de Sousa, homem de direita, que mesmo sem apoio explícito do PSD, avançará em Novembro, depois das legislativas. Ou seja, fica com dois meses para fazer campanha. Mas como fala todas as semanas na TV, todos sabemos quem é o homem. Um "pantomineiro", como se diz em Trás-os-Montes. Um homem venenoso, exibicionista e mais rápido do que a própria sombra. Não tem amigos, porque sendo mais inteligente do que todos, acaba por os envergonhar ou destruir. Consta que se se mordesse a si próprio morria envenenado como o escorpião. Mas engana muita gente...! Na ala esquerda temos o "fantasma" António Guterres. Um homem socialista cristão que já foi Primeiro-Ministro e fugiu daqui porque tudo era pântano à sua volta. Está agora muito bem a fazer de Comissário da ONU para os Refugiados, onde compartilha viagens com Angelina Jolie (agora Pit). Se Guterres anunciasse que se candidatava tinha a coisa no papo. Fazia o pleno dos socialistas e roubava votos ao centro-direta. Mas não. Táctico e com aspirações a Secretário-Geral da ONU, deixa o país em suspenso sem dizer sim, não, talvez... O Candidato Jolie deixa a presidência como refúgio, como segunda escolha, caso a ONU não lhe sorria. Mais do que táctica, é cobardia. É total desprezo pelo país e por quem cá vive. Por isso admiro os candidatos que já se disponibilizaram e se apresentaram como candidatos. Alguns são meras candidaturas de statement, outras são candidaturas de check-mate. É o caso de António Sampaio da Nóvoa que está a dividir o aparelho do PS e a lançar a confusão nos tachistas do partido, aqueles  formam a velha elite socrática dos socialistas, aqueles que rodam à volta de António Costa ou de quem António Costa não soube distanciar-se. Interessante saber como vai o novo líder do PS gerir esta tensão. Apreço por quem soube assumir-se a tempo e com coragem. Pode ser o começo de transição institucional pacífica. Talvez possamos sem "podemos".

1.4.15

O PAÍS ESTÁ MALUCO

O país está maluco. Nas Finanças há uma lista VIP que avisa quando os funcionários vasculham os nossos impostos. Mas a lista só tem quatro nomes: Presidente, Primeiro Ministro, Vice-Primeiro e um Secretário de Estado. Vai-se a ver e afinal há 2300 pessoas credenciadas para poder vasculhar as nossas declarações e mais de 200 trabalham em empresas privadas que prestam apoio técnico à Autoridade Tributária. Melhor seria talvez todos termos acesso aos impostos de cada qual e acabava-se a fuga de informação. A transparência era total. A máquina fiscal está de tal forma eficaz e impetuosa que esta semana foram penhorados quatro bolos numa pastelaria por dívidas ao fisco. O valor do leilão em hasta pública atingiria 2 euros no máximo, se os bolos não ficassem entretanto podres. Já na semana passada tinham penhorado umas bananas e demais produtos hortícolas de uma instituição de apoio social a idosos por um dívida de 4000 euros. Acabaram a devolver a hortaliça depois de uma campanha pública de escárnio e mal dizer. Seria bom que os nossos problemas fossem só estes. Quase parece de propósito para nos fazer esquecer o caso BES/PT ou a prisão de José Pinto de Sousa, mais conhecido por Sócrates, ou todas as desgraças demagógicas que vamos ter de suportar até às eleições de Outubro. Mas não. Sinceramente acho que não há um projecto deliberado para nos alienar da realidade. O que está a acontecer é por força da crise e de medidas mal calibradas e mal executadas. Portugal está a resvalar para pior cenário: passamos do país em que se podia fazer tudo, para aquele em que não se pode fazer nada. Mais uns anos e vamos ser controlados nos restaurantes que frequentamos, na roupa que vestimos, nos passeio que damos. Duas vezes no Belcanto dá direito a um interrogatório pesado; um par de Lacostes e temos de apresentar a declaração de IRS; três saídas por ano ao estrangeiro e seremos suspeitos de branqueamento de capitais. A crise, e os sistemas implementados, estão a fazer passar de um país permissivo, para um país intolerante. E isto pode ser perigoso pela desumanização e indiferença que cria. A sociedade está a alterar-se muito rapidamente e é essencial criar contra-poderes que impeçam injustiças flagrantes.

11.3.15

INOPINADAMENTE

Ando um pouco inopinado. Inopido-me com facilidade. Detesto que me inopidem sem avisar. Detesto o supetão que surpreende. Inopidar-se é um estado de espírito e estou cada vez mais inopinado. Mas que eu me inopide é uma coisa. Mas há quem inopode.

27.11.14

PERSPECTIVA HISTÓRICA

Quer queiram quer não, daqui a 50 anos poucos políticos portugueses vão ficar na História: Mário Soares (hoje em estado de imbecilidade) porque salvou o país do comunismo; Sá Carneiro porque morreu num desastre de avião; Sócrates porque foi o primeiro primeiro-ministro a ser preso; Passos Coelho não vai ficar na História; Paulo Portas só ficará se conseguir chegar a ser preso.

22.11.14

ATE QUE ENFIM

A prisão deve ser ser por antecipação. Recomendo que todos os futuros Primeiros-Ministros sejam presos antes que se faça tarde. Sócrates devia ter sido preso há mais de três anos. Os próximos já lá deviam estar.

19.11.14

SERVIÇO PÚBLICO

Todos sabemos que isto está a dar o berro. A democracia, o sistema, o mundo. Quem ainda vai podendo, mete a cabeça na areia. Vemos os telejornais com desapego telenovelesco e jantamos na paz do Senhor. Mas lá fora a coisa está preta. O serviço público há muito que não existe. Hoje só há o poder do dinheiro ou a adrenalina do poder. Desengane-se quem pensa que os escândalos sucessivos são um caso de polícia. São uma questão de regime.

16.11.14

OS VISTOS GOLD E O AMIGUISMO

Sempre me fez muita confusão a nomeação de amigos ou de familiares para cargos de responsabilidade. Não está em causa a competência, mas a incapacidade de ajuizar. Pensam que vão ter uma maior relação de confiança e de segurança de actuação. Mas o que acontece se o amigo meter a mão na massa? Quem nomeia alguém com uma relação de amizade vai sempre ter tendência a não acreditar na eventual culpa do amigo. A desculpar, a transigir, a manter uma boa fé para além do razoável. A liberdade de quem nomeia fica sempre diminuída se tiver uma relação de intimidade com o nomeado. A verdade é que relação de amizade não deve ser uma capacidade diminuída para o nomeado para quem nomeia. Uma questão de bom senso. Assistimos a um amiguismo corporativo que vai acabar no descrédito das instituições e na rotura democrática. O que perturba é que os governantes e gestores não entendem esta evidência linear. Devem ser mais broncos do que eu.

30.9.13

OEIRAS - UM CASE STUDY

Oeiras é um caso único. Mais uma originalidade portuguesa. O candidato que ganhou as autárquicas, Paulo Vistas (e ganhou com grande vantagem), era o número dois de Isaltino Morais, actualmente preso por fraude fiscal e branqueamento de capitais. A lista agora vencedora chamava-se "Isaltino Oeiras Mais à Frente". Um movimento independente dos partidos. Paulo Vistas não só não enjeitou a herança, como dedicou a vitória ao ex-presidente preso. O seu primeiro acto após a vitória de ontem foi visitar Isaltino na prisão. Oeiras é o concelho com mais licenciados e doutorados do país e o primeiro ou segundo em quase todos os indicadores de qualidade de vida. Gente, teoricamente, esclarecida. Muitos oeirenses sentem-se envergonhados. Mas a verdade é que muitos licenciados votaram em Paulo Vistas/Isaltino Morais. Por isso ele ganhou e esmagou. Porquê? A melhor explicação ganha uma visita guiada à prisão da Carregueira, onde estão os presos mais famosos de Portugal. 

7.7.13

PSD EM TAKE-OVER


Desde há muito que Portas não esconde a sua ambição em liderar o PSD. A rocambolesca semana que vivemos debaixo de um calor anestesiante é o começo do take-over do PSD. Um partido que existe em Portugal por mero circunstancialismo histórico post-25 de Abril, parece ter os dias contados. A migração dos sociais-democratas para o PS aconselha-se, deixando à direita um espaço de afirmação próprio e sem equívocos. Essa clarificação impõe-se e, nem que seja por isso, temos de agradecer a P. Portas.

4.7.13

MANIFESTAÇÃO DO GOVERNO




Portugal é um país muito original. O povo aguentou durante dois anos a austeridade brutal, o ataque aos subsídios de férias e de natal, o aumento colossal de impostos, o desemprego exponencial, a diminuição de direitos sociais e a quebra na economia. O povo aguentou com patriotismo, sem manifestações violentas. O governo não previa isto. Desde o princípio o governo contava com manifestações violentas para poder negociar com a troika. A ausência de solidariedade do povo determinou a manifestação de ontem por parte do governo. Em boa hora se demitiu o Ministro das Finanças, logo seguido pelo dos Negócios Estrangeiros. Outros se seguirão, espera-se. Temos governo. Um governo que se manifesta e que luta por nós. Viva a governo. o Tribunal Constitucional. O Conselho de Estado. Sua Excelência o Presidente da República. Abaixo o povo inerte e abúlico.

25.4.13

COMPLEXOS DE ESQUERDA

Uma coisa é a revolução do 25 de Abril, outra é democracia e outra coisa, ainda, é orientação económica. Sempre me fez confusão a identificação de democracia com esquerda ou com orientação estatizante da economia. É certo que há razões históricas para a revolução do 25 de Abril estar a associado à esquerda. Mas a revolução foi "apenas" o momento do derrube de um regime. Trinta e nove anos depois é com profunda perplexidade que vejo continuar a associar-se "democratas" com esquerda.  As pessoas acham vergonhoso e retrógado ser de direita. As pessoas defendem novamente nacionalizações e estatização económica, sem se lembrarem que estivémos às portas de ser uma Coreia do Norte, sem bomba. Defender a democracia não é previlégio de ninguém. É um valor universal. Outra coisa são as orientações ideológicas que se propõe ao eleitorado e que se votam nas eleições. Isso é democracia. O resto são complexos de esquerda.

22.2.13

VAMOS FALAR DO PS

OK, vamos lá então falar do PS
Pedro Santos Guerreiro (Jornal de Negócios)
António José Seguro sabe bem o que quer para si: ser primeiro-ministro. Mas não sabe o que quer para nós. O seu programa é tão pequeno que cabe em duas palavras: mais tempo. E como mais tempo o Governo já ganhou, o sucesso de Seguro é paradoxalmente o seu esvaziamento. Se não tem alternativa, não nos serve a alternância.

20.10.12

A FESTA PORTUGUESA

Com uma perda de rendimento médio de 10% em 2012 e um orçamento de Estado para 2013 que aumenta os impostos em  mais 7% em média; com um desemprego galopante e dois milhões de portugueses abaixo do limiar da pobreza; com uma indústria sem mercado e um comércio em falência; com uma estagnação económica e uma recessão persistente, Portugal aproxima-se rapidamente do abismo. Pagamos impostos para pagar os juros da festa europeia. Uma Europa que entrou para garantir a paz e que se arrisca a fazer a guerra. Nunca nos disseram que era impossível cumprir o mesmo défice que a Alemanha. Nunca percebemos que o euro nos faria abdicar da desvalorização da moeda. Nunca nos  explicaram que a moeda europeia ia ser mais forte que o dólar. Nunca nos disseram que era impossível resolver o défice externo e, ao mesmo tempo, cumprir as metas do défice público. A espiral recessiva instalou-se. A "fadiga fiscal" atira as famílias para o desemprego e para a emigração. Os descontos e os impostos são a única receita de um governo de loucos, capitaneado por um bando de terroristas económicos. Uns não sabem o que fazem, os outros sabem bem demais. A falta solidariedade europeia é repugnante. Os países do norte financiam-se com a crise do sul. A coligação que nos governa estilhaçou-se em pouco mais de um ano. Gente sem qualquer sentido de estado que se encarniça a chafurdar nos restos do tacho. Os jovens quadros emigram. Em breve Portugal será apenas um país de velhos e de políticos caducos agarrados a uma bandeira invertida e a um hino sem voz.

24.11.11

BRANDOS COSTUMES

Os famosos "brandos costumes" nacionais têm razão de ser ou foram uma invenção salazarista para sossego do regime? Seremos verdadeiramente tolerantes? Somos mais tolerantes que os ingleses ou que os alemães? Não matámos tanto como os holandeses no Brasil? Toleramos melhor os pretos? A nossa Inquisição foi mais suave que a espanhola? O 25 de Abril foi uma revolução de cravos? Sinceramente, acho que pouco importa se somos um povo tolerante ou intolerante. Tenho receio é de sermos um povo “tótó”. Uma tolerância feita de cobardia. Tenho receio que os “brandos costumes” sejam ausência de vontade. Incomoda-me que a tolerância seja, afinal, desinteresse por quem nos governa e como nos governa. Que seja falta de pachorra para exercer os nossos deveres democráticos. Indiferença pelos subornos e pela corrupção. Falta de horizontes. Ausência de projectos. Um povo abúlico e inerte, brincando diletantemente aos “brandos costumes”. Um povo desinteressado de si próprio.

10.11.11

ESTÁ TUDO MALUCO OU É SÓ ELE?

Portugal está "a atingir o limite" e hoje seria mais fácil uma revolução. Otelo Saraiva de Carvalho defende que se os militares perderem mais direitos, a resposta pode ser um golpe militar, mais fácil que em 1974 (Diário Económico).

Para quem não sabe, este homem é militar, foi um dos responsáveis pela Revolução e, mais tarde, chefe das "FP 25 de Abril" (uma força terrorista que queria instaurar um socialismo popular revolucionário).