Um termo que significa mais do mesmo. A Silly Season caracteriza-se por choques em cadeia nas auto-estradas; incêndios com fartura; políticos compungidos em interrupção de férias; falta de sítio onde pôr a toalha de praia; emergências médicas e afogamentos que baste; bombeiros em exaustão; gente simples que nunca devia ter carta de condução; desempregados sazonais que acrescem aos anuais; o seleccionador nacional suspenso por dois jogos; investimento zero; produtividade em regime de subsídio; Duarte Lima e Dona Rosalinda lá no Maricá...
Agora pergunto eu: e que fazemos nós aqui? Blogamos na má língua? Exigimos mais de políticos analfabetos? Queremos que ergúmenos mentais sejam os salvadores da Pátria? Somos espectadores da disputa patética sobre a aprovação do orçamento? Fazemos apostas sobre a dissolução do Parlamento até dia nove de setembro? Gostamos de Passos, de Coelho, do Zé, do Alegre, do Silva, do Portas...? E temos pachorra para aturar os comentadores de serviço que dizem o mesmo todas as semanas, em vez de irem trabalhar para a estrada? Mas alguém se revê nisto? E caso contrário fazem o quê? Por favor digam, que eu não sei...
