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10.5.14
9.5.14
3.7.10
OLIVENÇA
É neste minúsculo cantinho do mapa que me poderão encontar na próxima semana. Olivença (em castelhano Olivenza) é uma cidade e um município numa zona fronteiriça cuja definição é objecto de litígio entre Portugal e Espanha, reivindicada de jure por ambos os países e administrada de facto como parte integrante da comunidade autónoma da Extremadura espanhola..
O Tratado de Alcanizes, de 1297, estabelecia Olivença como parte de Portugal. Em 1801, através do Tratado de Badajoz, denunciado em 1808 por Portugal, o território foi anexado a Espanha. Em 1817 a Espanha reconheceu a soberania portuguesa subscrevendo o Congresso de Viena de 1815, comprometendo-se à retrocessão do território o mais prontamente possível. Porém, até aos dias de hoje, tal ainda não aconteceu.
É este intrincado problema diplomático que me proponho resolver numa rápida visita à região que não deixará de passar por Arronches, Monforte, Campo Maior, Elvas, Barrancos, incluido os míticos castelos de Ouguela e Noudar, do lado de cá. Do lado de lá atacaremos Olivença, La Codosera, Alburquerque e Badajoz. Trago caramelos para todos...
13.2.10
ENCONTROS DO CRATO - II
Num completo acto falhado de repórter incipiente saí para a Flor da Rosa (ver o post abaixo) sem equipamento fotográfico. Ficou esquecido no chão da sala por razões que só a razão saberá explicar. Talvez por isso o acto falhado fosse um acto consumado. Deixando estas considerações psicaníliticas para quem as saiba avaliar, fui em busca de uma decisão e touxe uma certeza: a vida não espera. Enquanto o país se dissolve em escutas e a neve cai em Estremoz, eu não vou ficar a ter pena de mim. Still crazy, mas não parvo, repenso o passado e anseio o futuro. Conquistei, provisoriamente, a paz.
(Fotos retiradas do site oficial da Flor da Rosa)
(Fotos retiradas do site oficial da Flor da Rosa)
ENCONTROS DO CRATO - I
O Mosteiro da Flor da Rosa, no Crato, (Alentejo, muito perto de Espanha) é um dos mais intrigantes edifícios do gótico português. Uma igreja cruciforme, â direita; ao centro uma galilé de entrada e duas janelas da sacristia; à esquerda, as três torres do Paço senhorial; por detrás, uma zona monástica, mais recolhida, com o Claustro e restantes dependências em redor. De início, a Flor da Rosa seria apenas uma quadrado defensivo (séc.XIV), muito baseado na arquitectura militar da Terra Santa, desenvolvida pelos Hospitalários. Em 1341, durante o grão-priorado de D. Álvaro Gonçalves Pereira (pai do futuro Condestável Nuno Avares Pereira), o programa arquitectónico alterou-se. Aliás, é a partir dessa altura que os Hospitalários portugueses passam a depender do Priorado Do Crato. A fortaleza passou a ter novas torres defensivas e simultaneamente passou a desempenhar as funções de sede da Ordem dos Hospitalários. A construção da igreja é decida nessa altura e inicia-se em 1356, data em que a componente residencial se conclui. Este novo conjunto está concluído em 1380 e D. Álvaro, seu fundador, viria a ser sepultado num momumento em mármore de Estremoz que se mantém intacto. Em 1500 iniciou-se uma terceira fase, mais adequada à função de Mosteiro, não sendo já necessária como fortaleza. Aparece a sala do Capítulo, o novo Claustro, o Refeitório de elegante abóbada, num estilo manuelino-mudéjar. O edifício entra em decadência no séc. XVIII e desabou parcialmente no séc. XIX. Actualmente é uma das Pousadas Históricas de Portugal, com um arrojado projecto do arquitecto Carrilho da Graça, concluída nos anos 80 do séc. XX.
(Fotos retiradas do site oficial da Flor da Rosa).
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