"Então vamos lá a ver o fluxo"... "Uhmmm...Pois"... "Sim?!"... "Há aqui um espessamento... a prolaxe... está a ver?"... "Francamente não"... E pode dar infecções"... "É grave?"... "O volume está bem para a idade"... "Então?... "O coiso passa pelo meio... Fica apertado"... "Está a ver?"... "Então e se beber água?"... "Àgua só dá mais vontade. Água é igual ao litro"... "Isto requer vigilância"... "Olhe uma curva normal. A sua está cheia de picos"... "Está a ver?"... "Ah, e não pode ficar assim?"... "Não, não pode. Incha. Infecta. Os resíduos, sei lá"... "Prepare-se para uma RT, não-sei-quê"... "Ai!!! Uma quê?"... "Não se preocupe. Venha cá em Outubro. Vigilância. Muita vigilância. Está a ver?". Sai cabisbaixo, sem ver nada. Estou fodido. Uma operação. Arre!... E logo no coiso!!! Bem a verdade é nos últimos 60 anos nunca fui ao hospital. Nunca parti nada. Nunca levei pontos. Nunca tive um desastre. Umas gripes e um ligeiro sarampo, em garoto... Pois é, mas como diz insistentemente o meu amigo J.S., "a saúde é um estado provisório de prognóstico reservado que não auspicia nada de bom".
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22.3.11
21.3.11
CENTRO DE INVESTIGAÇÃO PARA O DESCONHECIDO - I
Criada em 2004, por testamento do magnata português António de Sommer Champalimaud, a Fundação Champalimaud inaugurou recentemente, bem junto à Torre de Belém, o "Centro de Investigação para o Desconhecido". Um nome que dá para tudo, mas que vai trabalhar, essencialmente, em pesquisa muito avançada das doenças cancerígenas. O edifício tem três blocos virados ao Tejo e é da autoria do arquitecto goês, Charles Correa. Com um dia de sonho e um azul lisboeta, fomos ver...
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