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13.6.09

SANTO ANTÓNIO - III

Martim Antônio Franciscano (1195 - 1231) nasceu em Lisboa e morreu em Pádua. Em vida deixou boa imagem de si próprio e o Vaticano, sempre atento, deu-lhe a canonização e mais tarde o "master" em "doutor da Igreja". Com grandes dotes oratórios segue para Marrocos e depois para Itália. Acaba convidado pelo próprio S. Francisco para pregar contra a "heresia" albigense, em França. Foi tal a sua eficácia que ficou conhecido como "incansável martelo dos hereges". Grande taumaturgo, são inúmeros os milagres que se lhe atribuem, em especal depois da morte e até aos nossos dias. São os chamados "milagres por invocação" que são os mais acessíveis. Como o Santo já está sentado à direita de Deus-Pai é só pedir! Os seus famosos sermões estão reunidos nos "Sermões Dominicais e Festivos", obra compilada pelo próprio Frei António. Os restantes que por aí andam são apócrifos. Bom franciscano, Frei António abrilhantava os seus sermões com temas ligados à natureza. Assim como S. Francisco pregava aos pássaros, Santo António pregava aos peixes. Talvez venha daí a gosto pelas sardinhas assadas que, tal como o cordeiro pascal, são sacrificadas aos milhares nas brasas de Santo António. Com a fama de casamenteiro que tem, seria seguramente hoje um defensor dos casamentos gay e do matrimónio dos sacerdotes, as únicas pessoas que ainda se querem casar nos dias que correm.
jp

MANJERICOS

CRUZ VERMELHA - UM DESCANSO

O melhor local para se estar ontem era a tenda da Cruz Vermelha instalada no Largo Camões. Aqui havia paz. Limpeza imaculada. Macas confortáveis. Enfermeiras prontas para a massagem mais exigente. Cocktails de medicamentos no "shot" mais apetecível e muita água oxigenada para acompanhar. Os Santos Populares transformaram-se num verdadeiro "baile de vampiros", numa competição para ver quem é mais alarve. Bandos de jovens monstros, cabelo em crista, roupa abandalhada, ar andrajoso, todos esburacados de "piercings" e borrados de tatuagens, desfilam entre vielas pejadas de grafitis, entoando a devoção ao Santo em bebedeiras rituais de carácter obrigatório, na liturgia da música tecno em distorção amplificada. De que toca sai esta gente? De buraco emergiram? De que vivem? O que fazem durante o dia? Quem os alimenta? Para que servem? Assim caminha a humanidade. não sei é para onde...
jp

SANTO ANTÓNIO - II





Alto de Santa Catarina ontem à noite. A festa renovada pela música tecno e a comida vegetariana. Em cima uma esplanada despenhada na vertigem do miradouro.

AFTER SANTOS

Então até já. Às dez da manhã na Praia dos Pescadores. Atenção à polícia...

SANTO ANTÓNIO - I

A coisa está animada. Vou ali e já venho...