27.8.09

NENHURES - EM DEFESA DOS ARGUIDOS

Ultimamente tem sido frequente ouvirem-se críticas, até de altos responsáveis políticos, a cidadãos que se candidatam a eleições sendo arguidos em processos judiciais ou até estando já condenados por actos praticados no exercício de cargos públicos. Deixemo-nos de hipocrisias. Aquela história de “ele rouba, mas ao menos faz” que no passado garantiu muito justamente, aliás, a eleição de muitos autarcas, já não é suficiente. De facto, aumentaram exponencialmente os casos de processos-crime contra membros dos executivos camarários. Ora quem nos garante que todos roubam de facto? Deixámos quase de os conhecer. Sabemos lá quem são. São tantos os arguidos! E se não temos a certeza de que roubam, pode ser que afinal não façam nada. Isto é: pode ser que só roubem e não façam; que não roubem nem façam; e até pode ser que façam sem roubar. Sei lá! A dúvida instalou-se definitivamente. A singela condição de arguido não basta. Só com julgamento e condenação certificada deixa de haver dúvidas. Passa a haver uma total transparência, provada e comprovada pelos tribunais. Não percebemos o pudor de certos candidatos em não assumir essa mais valia: “Eu roubo, mas faço”. Uma máxima que devia ser o “guide-line” de uma campanha séria. Tomara eu poder dizer o mesmo. Há, porém, em mim uma certa vergonha, uma imbecil tibieza, uma pueril inibição que nunca me deixará assumir esse patamar de tão alta gestão. Às vezes penso se não serei um mau candidato…
jp

6 comments:

Selena Sartorelo said...

Num tom mais político decepciona o propenso canditado. Nem sequer ouviu as váias ou o gosto de ser ovacionado. cabe a ti julgar tão pobres adversários que nunca tiveram tal coragem.
Retoma sua cínica e original campanha antes que essa caía na mesmice das outras tantas.
Ó fiel canditado seja você o senhor da diferença entre o pior e menos ruim.
Ainda assim mantenho meu apoio.
No caso de desistires serei eu a próxima. (sangue sunga).
Que os legitimos te tomem como expemplo contrário é óbvio.
E que façam de ti o Judas mais justo de todos os tempos. Entre lorotas e absurdos ergo a espada do rei (pode até ser Arthur). se não qualquer outra que simbolize um heroísmo. afinal todos querem de ti esse nobre e soberbo ato.
Se não que graça teria tudo isso. Ó grande e absoluto candidato.

anareis said...

Querida(o) nova(o) amiga(o), estou precisando muito de novos amigos pra me auxiliarem no meu projeto. Estou criando uma minibiblioteca comunitária e outras atividades pra crianças e adolescentes na minha comunidade carente aqui na minha comunidade carente no Rio de Janeiro,eu sózinha não conseguirei,mas com a ajuda dos amigos sim. Já comprei 120 livros e também ganhei livros até de portugal dos meus amigos dos meus blogs:Eulucinha.blogspot.com ,se quiser pode visitar meus blogs do google,ficarei muito contente. A campanha de doações que estou fazendo pode doar qualquer quantia no Banco do Brasil agencia 3082-1 conta 9.799-3 ou pode doar livros ou pode doar máquina de costura ou pode doar retalhos,ou pode doar computadores usados. Qualquer tipo de doação será bemvinda é só mandar-me um email para: asilvareis10@gmail.com , eu darei o endereço de remessa. As doações em dinheiro serão destinadas a compra de livros,material de construção,estantes,mesas,cadeiras,alimentos,etc. Se voce puder arrecadar doações para doar ao meu projeto serei eternamente grata. Muito obrigado pela sua atenção.

Anonymous said...

Olha lá, ó caramelo, julgas que podes gozar com tudo? Depois não te queixes!!!

Jorge Pinheiro said...

Caro Anónimo, acho que estou a ser mal interpretado. O meu intuito é sério e ético. Comigo a política "lava mais branco".

Anonymous said...

Exmo Senhor candidato,
Com todo o respeito -e admiração- pelas altas funções a que pretende candidata-se, gostaria de testemunhar aqui o meu espanto de ver um cidadão são de espirito participar numa eleição/concurso do estilo "Quem quer ganhar milhões"... imagine que ganha. Onde vai esconder os milhões ? agora que ja nem paraisos fiscais ha...

Jorge Pinheiro said...

Anónimo das 23,38: então não há? Em poucos meses sairam do país 6 mil milhões de euros para off shores...