Showing posts with label nenhures. Show all posts
Showing posts with label nenhures. Show all posts

30.9.13

NENHURES - VOTAÇÃO FINAL

Adormeci. Ainda estavam a contar os votos. Acordei cheio de nevoeiro. Afinal tinha ganho. Agora é que vão começar os problemas.

28.9.13

DIA DE REFLEXÃO

As eleições são amanhã. Hoje é dia de reflexão. As campanhas acabaram à meia-noite. Nem no Facebook se pode falar!!! Só Deus, na sua infinita apartidarização, nos pode escutar. É um dia zen. Zen, mas inconstitucional. Um dia em que nos é coartada a liberdade de expressão, como nos mais negros tempos da PIDE. Como se alguém no seu perfeito juízo fosse agora pegar na papelada que recebeu nas últimas semanas e estudar atentamente as propostas dos partidos até à exaustão. Sentados sozinhos na quietude do lar, faríamos tabelas de prós e contras, encontraríamos contradições, julgaríamos a bondade de cada candidato e, em consciência, tomaríamos opções radiosas e esclarecidas. A única vantagem do "dia de reflexão" é que o barulho promocional acabou. Pena não terem tirado as carantonhas dos candidatos das rotundas. Vamos ter de os aturar na sua boçalidade mais umas semanas de inércia publicitária. Boa reflexão.

27.9.13

NENHURES - COMÍCIO DE ENCERRAMENTO

Andei na dúvida a semana toda. Faço? Não faço? Mas como hoje vai estar a chover à brava, decidi que sim. Ao longo da campanha fui perdendo patrocinadores. Uns porque chegaram a acreditar em mim, razão mais que suficiente para desconfiar deles. Outros porque conseguiram tachos mais relevantes junto da concorrência e mandaram-me à merda. Por isso, espero que vá po...uca gente ao jantar-comício, que estas coisas saem caríssimas. Ah, e pelo sim pelo não, não digo onde é. Deixo a tentadora ementa: larvas salteadas no mel e vinagre balsâmico; canapés de formiga de asa triturada em mel de alecrim; gafanhotos ao alhinho; arroz de algas; bolo de grilos ao laranja.
Uma boa digestão para todos... e votem bem.

26.9.13

NENHURES - OS ÚLTIMOS CARTUCHOS


As caravanas passam a apitar apregoando a frescura dos candidatos. Todos prometem. Poucos alcançam. Uns não sabem ao que vão. Outros sabem bem demais. Contrariamente a outros candidatos, eu não organizei qualquer arruada, nem participei em qualquer enxameamento. Não sujei a rua com propaganda fácil. Não colei cartazes ridículos nas rotundas de escoamento. Limitei-me a dizer aquilo que não penso, que é exactamente o que todos os outros fazem. Espero que no Domingo haja muitos indecisos nulos e alguns brancos abstidos. Eu não tenho dúvidas que não vou ganhar. Mas desconfio que para ganhar basta perder.

24.9.13

NENHURES - AS SONDAGENS


Com o aproximar do dia eleitoral, anda tudo muito nervoso. As sondagens dão valores para todos os gostos. Nunca percebi para que servem as sondagens. Uma espécie de antecipação da vitória? Uma tentativa de influenciar o eleitorado? É como se antes dos jogos de futebol já se soubesse o resultado. Ninguém ia ver. A surpresa é o ideal. Eu não encomendei sondagens. Estou certo de que não irei ganhar. Mas se houver um ou dois votos em mim, ficarei radiosamente alvoroçado.

20.9.13

NENHURES - OS EMPRESÁRIOS


Fala-se muito em iniciativa privada. Pois é, experimentem criar uma empresa. Burocracia que ferve. Muitos papéis e licenças. Meses à espera de secretária em secretária. Quando finalmente se consegue, chegam os descontos obrigatórios para a segurança social, para o Fundo de Desemprego. O pagamento do IVA. O pagamento antecipado por conta. Se houver lucros apanha-se com o IRC em força, mais a taxa liberatória. Um bom empresário tem duas hipóteses: comprar Mercedes ou Ferraris; ou colocar o dinheiro a bom recato num qualquer “off-shore”.

Em Nenhures não queremos que os empresários sofram e só há uma solução para atacar o mal pela raiz: acabar com as empresas. Em Nenhures não somos hipócritas. Não apelamos à iniciativa privada. Temos pena dos empresários. Sabemos os sacrifícios que isso comporta. Em Nenhures queremos gente feliz. Sem preocupações com impostos. Queremos garantir que connosco não há empresários. Todos serão funcionários. A funcionalização e o “tacho” são essenciais. Em Nenhures a felicidade será uma realidade.

19.9.13

NENHURES - OS TACHOS

Verifiquei uma enorme apetência dos meus eleitores para estar próximo do poder. Assim, dentro da nossa política de total transparência vamos atribuir não Assessorias, mas Sinecuras. Cargos públicos sem qualquer responsabilidade e sem qualquer trabalho. Enfim, “tachos”. É preciso acomodar esposas, amantes, primos, tios, enteados, amigos de café… É imperativo que ninguém ande por aí sem um cargo, sem carro, sem motorista. Não quero que se sintam diminuídos e ainda pensem em ir para a oposição. Ponho assim à vossa disposição um enorme catálogo de Sinecuras. Escolham, candidatem-se e sintam-se livres para poder propor outras:

-Guardião da Imagem Extrema
-Guardião da Metáfora Permanente
-Guardião da Alegoria Final
-Guardião da Elipse Total
-Sinecura da Felicidade Eterna
-Sinecura da Bondade Permanente
-Sinecura do Absoluto Disparate
-Sinecura do Riso Contagiante
-Sinecura da Enormidade Absoluta

Apropriem-se da coisa pública. Não tenham pejo. Ela está cá para isso mesmo. O que seria da "coisa" se ninguém lhe pegasse? Quanto aos vencimentos, falamos depois. Ainda tenho de conversar com a minha contabilista.

18.9.13

NENHURES - A REFORMA DA CÂMARA


Tenho um problema. Preciso do vosso conselho. Imaginem que, se for eleito, como espero, vou-me deparar com uma situação insustentável. Na Câmara Municipal de Nenhures há 76 motoristas para conduzir directores. Por outro lado, há apenas 35 veículos automóveis. 76 pessoas, para 35 máquinas! Fico num dilema: ou despeço motoristas ou compro carros. Se despeço motoristas, vou ter logo um sarilho e ser acusado de contribuir para o desemprego. Se compro carros, serei um despesista. É claro que dispensar directores ou acabar-lhes com as regalias está completamente fora de questão. Se o fizesse não seria eleito, pura e simplesmente. Por outro lado, se comprar os carros terei de aumentar as derramas e outros impostos para ter dinheiro para comprar os ditos carros. Finalmente, se comprar mais automóveis contribuo para o desenvolvimento da indústria mundial, em geral, e das empresas revendedoras nacionais, em particular. Ou seja: de um lado não despeço ninguém, satisfaço clientelas e ainda dou dinheiro aos capitalistas. Do outro, limito-me a aumentar uns impostozitos. Que hei-de fazer?

16.9.13

NENHURES - ENTREVISTA COM O CANDIDATO


Eram 11 horas da manhã. Fomos encontrá-lo ainda de pijama, espojado no sofá branco, na penumbra da sala. Televisão ligada sem som, sintonizada nas televendas. Depois de um café duplo e duas aspirinas, conseguimos arrancar, a custo, alguns tímidos mugidos do Candidato.
Expresso: “Porque decidiu candidatar-se?”
Candidato: “Porque Nenhures precisa de mim”.
Expresso
: “Quer explicitar melhor a ideia?”
Candidato
: “Repare, se eu explicitar arrisco-me a perder votos. Agradeço que não me faça perguntas difíceis”.
Expresso
: “Então, mas afinal que ideias tem para Nenhures?”
Candidato: “Mais uma vez peço que não me faça perguntas difíceis. Se eu explicitar ideias os outros podem copiar. Pior, até pode ser que o eleitorado não goste. O melhor é estar calado”


Exausto, o Candidato adormeceu de borco. A televisão está agora a passar uma grande produção infantil, em que a Branca de Neve vai despachando anões numa sucessão vertiginosa, em posições cada vez mais estranhas. As imagens sugerem operações às vísceras, filmadas muito de perto e com grande intensidade luminosa.
O Candidato acorda de súbito e, estremunhado, murmura: “Está ver o que Nenhures precisa? Precisa de um bom realizador. O enredo não interessa para nada”.

9.9.13

VOU ALI E JÁ VENHO

Vou a banhos reflectir sobre toda esta cansativa problemática das autárquicas. Espero que fiquem a pensar nas minhas fantásticas propostas, com a certeza que todos (mas mesmo todos) terão um "tacho" em Nenhures.

NENHURES - A ÉTICA


Segundo um conhecido eurodeputado parece que não há só uma ética. Há, pelo menos, três. Uma "ética-ética"; uma "ética-jurídica"; e uma "ética-politica". E elas não se misturam. Antes têm o seu tempo e modo específicos de intervir.

A "ética-ética" será uma ciência filosófica que se estuda em circuito fechado, sem qualquer interesse prático. Algo que se discute entre velhos gregos e alguns troianos infiltrados, no circuito bafiento do academismo. Serve para obter diplomas e deixar crescer a barba.

Já a "ética-jurídica" não é uma ciência. É um processo e, normalmente, demorado. Um processo cheio de armadilhas, requerimentos, providências cautelares e até alguma repristinação. Um processo de desfecho totalmente incerto. Tudo se passa no silêncio obscuro dos gabinetes judiciais, numa cadência ritual que nada tem a ver com a vida real. É, assim, uma coisa autónoma. A vida e a política, em especial, não podem esperar, nem estar dependentes desta "ética-jurídica". Aliás, não ter "ética-jurídica" não significa que não se tenha "ética-ética" ou "ética-política". Significa, apenas, que o processo judicial não correu bem, sabe-se lá porquê. Ele há tantas minudências judiciais…!

Finalmente temos a "ética-política". O princípio é este: só se é responsabilizado politicamente pelo voto. Portanto, mesmo que eu seja um professor de ética e um cidadão exemplar sem qualquer processo judicial, politicamente isso não interessa nada. Posso perfeita e legitimamente perder as eleições para um bandido profissional, desde que esse bandido seja político e o povo lhe dê mais votos. O povo é que define a ética de um candidato. E, repare-se no detalhe, o conceito só é definido a posteriori. Só depois das eleições sabemos se fulano é ético ou não, em função da votação. Algo que é, portanto, exógeno ao candidato. É o povo quem mais ordena e define a ética-política.

A verdade é que a abundância de arguidos e a demora dos tribunais em os julgar, não se compadece com a plena vivência política e o dinamismo democrático. Podemos agora estar seguros de que há sempre uma ética. Assim, os tribunais que sempre foram independentes, inamovíveis, inenarráveis, inantigíveis, inalienáveis e inconcebíveis, veem agora reforçados as suas incapacidades éticas, deixando de estar pressionados pelo "timing" da decisão e pela ética específica da coisa. Podem decidir como quiserem e quando quiserem. Eticamente é politicamente irrelevante!

NENHURES - A LISTA


 Fazer listas para a vereação envolve muitos equívocos e alguns segredos. Muitos pensam que é por ter grandes figuras que se ganha. Puro engano. Provavelmente irão todos fazer o seu marketing pessoal. Pior, ainda são capazes de desatar a ter ideias próprias. Um problema.
Uma boa lista é constituída por pessoas absolutamente irrelevantes que nos ficarão caninamente agradecidas para toda a vida. Um ou dois arguidos em processos judiciais que nunca se atreverão a levantar cabelo; um homem ligado à igreja (um ex-seminarista ou, pelo menos, um “bom-cristão”); uma quota razoável de pretos e mulheres e um ou outro gay, por forma a dar uma ideia de modernidade democrática vagamente assexuada. Finalmente uma regra de ouro: nunca, mas nunca, convidar as nossas amantes. Uma lista assim concebida garante um despotismo nada esclarecido, mas totalmente inócuo e que deve assegurar a reeleição a próximo mandato… única coisa que deve interessar a um bom político.

8.9.13

NENHURES - NÃO PROMETO NADA


O verdadeiro candidato é o que nada promete. “Logo se vê” é a verdadeira essência do mandato. Prometer é fácil. Difícil é não prometer. Eu não prometo nada.

7.9.13

NENHURES - QUEM ROUBA FAZ?


Ultimamente vai sendo frequente ouvirem-se críticas a cidadãos que se candidatam a eleições sendo arguidos em processos judiciais por actos praticados no exercício de cargos públicos. Deixemo-nos de hipocrisias. Aquela história de “ele rouba, mas ao menos faz” que no passado garantiu, muito justamente aliás, a eleição de muitos autarcas, já não é suficiente.

De facto, aumentaram exponencialmente os casos de processos-crime contra membros dos executivos camarários. Ora quem nos garante que todos roubam de facto? Deixámos quase de os conhecer. Sabemos lá quem são. São tantos os arguidos. E se não temos a certeza de que roubam, pode ser que afinal não façam nada. Isto é: pode ser que só roubem e não façam; que não roubem nem façam; e até pode ser que façam sem roubar. Sei lá. A dúvida instalou-se definitivamente.

A singela condição de arguido, não basta. Só com julgamento e condenação certificada deixa de haver dúvidas. Passa a haver uma total transparência, provada e comprovada pelos tribunais. Não percebemos o pudor de certos candidatos em não assumir essa mais-valia: “Eu roubo, mas faço”. Uma máxima que devia ser o “guide-line” de uma campanha séria.

Tomara eu poder dizer o mesmo. Há, porém, em mim uma certa vergonha, uma imbecil tibieza, uma pueril inibição que nunca me deixará assumir esse patamar de tão alta gestão. Às vezes penso se não serei um mau candidato.

6.9.13

CANDIDATO A NENHURES


 
Anuncio em primeira mão que vou ser candidato ao município de Nenhures. Nenhures é uma povoação simpática que fica na fronteira de coisa nenhuma, entre quase nada e muito pouco. A vila é habitada pela tribo dos Ninguém. Os Ninguém adoram fazer nada, dizer mal de tudo e querem continuar assim para todo o sempre.
Comecei por lhes dizer que a data das eleições não me dava de todo jeito porque já tinha quiroprático marcado para esse dia. Insistiram. Invoquei, então, o meu baixo nível cultural e até alguma iliteracia. A falta de experiência em “gamar” a coisa pública. A ausência de vontade em aceitar subornos. A dificuldade no tráfico de influências. Cheguei mesmo a refugiar-me nas três multas de estacionamento e num excesso de velocidade que, embora já prescritas, podiam eticamente comprometer. Nada. Lembrei-me que em puto tinha fumado uns charros. Acharam que só dava experiência para lidar com a juventude. Onde eu via defeitos eles viam qualidades. Fizeram um abaixo-assinado. Consideraram que ser magro, quase careca e usar óculos eram requisitos bastantes para a minha candidatura. Acabei por aceitar à falta de argumentos decisivos.
Anuncio, pois, formalmente a minha candidatura a Nenhures. Vai ser uma campanha totalmente electrónica. Não tenho pachorra para comícios, muito menos para febras com batatas fritas e bacalhau com natas. Detesto inaugurações. Abomino procissões. Odeio charangas e bandas populares. O meu lema será “Eu Voto Em Mim”. As minhas propostas serão avassaladoramente irrelevantes. Desafio a que outros façam o mesmo e no fim vamos a votos e que ganhe o pior. Quero as vossas opiniões, as vossas críticas, os vossos anseios. Nada será tido em conta, mas pelo menos desabafam. Votem em mim que eu também não.

AUTÁRQUICAS

Em Portugal estamos a entrar no período de campanha para as eleições autárquicas, que se realizarão a 29 de Setembro. Vou apresentar amanhã a minha recandidatura a Nenhures, usando exactamente os  mesmos argumentos de há quatro anos. Vamos ver se desta vez tenho mais sorte. 

10.4.12

RECORDANDO POSTS - A FROTA AUTOMÓVEL

Tenho um problema. E grave. Preciso do vosso conselho. Imaginem que se for eleito, como espero, vou-me deparar com uma situação insustentável. Na Câmara Municipal de Nenhures há 76 motoristas para conduzir directores. Por outro lado, há apenas 35 veículos automóveis. 76 pessoas, para 35 máquinas! Fico num dilema: ou despeço motoristas ou compro carros. Se despeço motoristas, vou ter logo um sarilho e ser acusado de contribuir para o desemprego e para a crise mundial. Se compro carros, serei um despesista. É claro que dispensar directores ou quadros superiores ou acabar-lhes com as regalias está completamente fora de questão. Se o fizesse não seria eleito, pura e simplesmente. Por outro lado, se comprar os carros terei de aumentar as derramas e outros impostos para ter dinheiro para comprar os ditos carros. Finalmente, se comprar mais automóveis contribuo para o desenvolvimento da indústria mundial, em geral, e das empresas revendedoras, em particular. Ou seja: de um lado não despeço ninguém, satisfaço clientelas e dou dinheiro aos capitalistas. Do outro, limito-me a aumentar uns impostozitos. Que hei-de fazer?

17.1.11

PROCURAM-SE CORRESPONDENTES PARA NENHURES


O BLOGUE "NENHURESSENSE" ACABA DE ABRIR INSCRIÇÕES PARA CORRESPONDENTES EM NENHURES - CANDIDATE-SE
Vão ser só 100 CORRESPONDENTES. Inscreva-se em www.nenhuressense.blogspot.com/
Não se paga NADA, e EXIGE-SE muito!
Só louco aceita! E se não for LOUCO, não será aceite!

8.12.09

FUNDAÇÃO NENHURES - ESBOÇO

Sob o alto patrocínio do Eduardo, serve a presente para lançar um projecto de grande alcance transatlântico: a Fundação Nenhures.
A Fundação tem sede em parte nenhuma; reúne em qualquer parte, com quem estiver presente ou ausente; os seus membros são infinitos; a sua acção é totalmente irrelevante. Não tem fins lucrativos e apenas promete enriquecer o espírito e aumentar o colesterol.
A Fundação destina-se a cumprir todos os objectivos possíveis e imaginários, com destaque para:
- Intercâmbio transatlântico, com ênfase na Atlântida;
- Promoção cultural para quem se preocupe com isso;
- Viagens e visitas guiadas para algures;
- Conferências; colóquios e workshops intemporais;
- Almoços e jantaradas, reais ou virtuais, conforme o apetite
A título de exemplo, avanço com algumas sugestões:
- Visitas turísticas: uma visita por ano, sempre no espaço lusófono que o outro não tem qualquer interesse (por exemplo, Açores; Floresta Amazónica; raia/fronteira entre Espanha e Portugal; ilha do Fogo; Cabinda…).
- Visitas temáticas: "Visita guiada ao Blogger"; “Inside Uncle Google”; “De link em link”...
- Conferências: “Do Amor Virtual à Tentação da Carne”; “A Net Desocultada”; “O Triunfo dos Gigas”...
- Worhshops: “Faça o seu próprio chip”; “Cozinha virtual – Cem receitas em Note Book”; “Curso intensivo de desintoxicação do Facebook”; “Como construir um Portátil com papel de jornal”
Aguardo contribuições válidas e não válidas. Todas serão tratadas com igual respeito. Aqui só não entra política… e futebol.

9.10.09

NENHURES - A DESISTÊNCIA

De repente, ao virar de uma curva, eis o cartaz perfeito. Despojado, simples, eficaz. Este homem apela aos instintos mais elementares do "homo lusitanus". Poseidon, quando da sua descida às profundezas do Oceano, pensou nos portugueses e criou o bacalhau. Animal polivalente, seja em posta, a murro, à Braz ou Gomes Sá. O bacalhau, sagrado e salgado é luso! O homem do cartaz teve a sagacidade de perceber isto e identificou-se com o "povo-bacalhau". Aquele "Com Todos" é de uma subtileza espantosa. Ele é o bacalhau que todos queríamos ser. Perante isto, resta-me desistir da candidatura a Nenhures. A minha candidatura foi uma lufada de ar fresco, mas não vence o bacalhau. A todos agradeço o apoio que me quiseram dar desde a primeira hora. A utopia mantém-se viva, apenas adiada. Resta-me desejar ao Custódio do cartaz que nunca lhe falte o azeite.