Quando a armada de Cabral chegou às Terras de Vera Cruz, os Tupis e os Guaranis efectuavam enormes esforços para completar a conquista do litoral. Havia uma imperiosa necessidade de dominar o nicho ecológico que fornecia recursos alimentares em abundância, em especial peixe, moluscos, tartarugas e sal. Acresce que os recursos cinegéticos eram parcos para fornecer a quantidade necessária de proteínas. A solução era o litoral.
Foi renhida a luta pela várzea amazónica e pela orla marítima. Em 1500, os Tupis ocupavam a mais significativa parte da zona costeira compreendida entre o Ceará e a Cananeia (São Paulo). Os Guaranis estavam estabelecidos a sul do Trópico de Capricórnio, dominando a faixa litoral situada entre a ilha da Cananeia e a lagoa dos Patos (Rio Grande do Sul), além de importantes regiões no interior dessa zona.
(A continuar)

15 comments:
Jorge, gosto muito do nome Cananeia!
E adorei esta gravura!
Estaria a india fazendo as unhas do cacíque? rsrsrs
beijo!
Vou aprender a História do Brasil, narrada pelo Jorge!
Já estou excitado!
De total acordo com a VI: a gravura é muito boa.
Ab.
Lizete, provavelmente pintando a perna do indio com urucum, uma semente de forte pigmento.
A gravura deve ser de Eckhout, na Expedição Holandesa em mil seiscentos e alguma coisa.
Será, Jorge? Não consegui definir a assinatura. Mas pela coisa de ambientar o entorno parece dos holandezes da época.
Correção: holandeses, com S.
Sim Lina penso que é do Eckhout. Só não sei o que a índia fazia. Pode ser tudo...
Lizete;: Cananeia é quase biblíco.
João: vou tentar...
João: vou tentar...
Jorge
Cananeia é pequena com aluns edificios da época colonial, come-se maravilhosamente bem é berçario de peixes, mas não tem praia, só mangue e porto, por isso não é um roteiro turísco. Tem andado em alta com a (boa) mania ecológica. Temilhas com mar bom para nadar e se tiver sorte nadara com golfinhos ao seu lado e se tiver azar com nadara com as ardidas águas vivas. Tem sambaqui. Gosto de lá.
Jorge,
Pequeno reparo culinário nesta sua excelente série : os índios não usavam sal nem qualquer outro tempero.
Informação recuperada das memórias juvenis, creio que do livro "Hans Staden", lido na adaptação de Monteiro Lobato.
E confirmada no link abaixo, sobre um outro livro, que aacho que vai te interessar e que trata da culinária pernambucana desdes suas origens coloniais, quando se encontraram três culturas : indígena, portuguesa e africana.
No Nordeste brasileiro as senhoras portuguesas dominaram as cozinhas,ao contrário da Bahia, onde quem cozinhava eram as escravas.
http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3930906-EI6597,00-Lecticia+PE+harmoniza+Africa+indios+e+europeus.html
Obrigado Angela e Peri por essas notas complementares. Qt ao sal, nem ponho em causa a questão culinária, mas penso que ele era tomado como necessidade vital que é, tipo remédio...
Sempre aprendemos a história do Brasil a partir do descobrimento peos portugueses, legal saber um pouco mais sobre os índios que também são nossos antepassados.
São e não é pouco. Como se verá...
Ao ler esse texto que se perde na memória do tempo sinto , como brasileiro que sou , uma tristeza enorme diante dos crimes que estão cometendo contra as nações indígenas. A construção da Usina Belo Monte , agora , vai afogar outros milhares de indígenas na maré violenta do "progresso" . Uma lástima !
Não tenho dúvidas Waldo. A História é estranha. A decididamente povos que "ganham". Porque não há tolerância?
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