7.5.10

BRASIL- FORMAÇÃO (9)


Quando a armada de Cabral chegou às Terras de Vera Cruz, os Tupis e os Guaranis efectuavam enormes esforços para completar a conquista do litoral. Havia uma imperiosa necessidade de dominar o nicho ecológico que fornecia recursos alimentares em abundância, em especial peixe, moluscos, tartarugas e sal. Acresce que os recursos cinegéticos eram parcos para fornecer a quantidade necessária de proteínas. A solução era o litoral.

Foi renhida a luta pela várzea amazónica e pela orla marítima. Em 1500, os Tupis ocupavam a mais significativa parte da zona costeira compreendida entre o Ceará e a Cananeia (São Paulo). Os Guaranis estavam estabelecidos a sul do Trópico de Capricórnio, dominando a faixa litoral situada entre a ilha da Cananeia e a lagoa dos Patos (Rio Grande do Sul), além de importantes regiões no interior dessa zona.
(A continuar)

15 comments:

Lizete Vicari said...

Jorge, gosto muito do nome Cananeia!
E adorei esta gravura!
Estaria a india fazendo as unhas do cacíque? rsrsrs
beijo!

João Menéres said...

Vou aprender a História do Brasil, narrada pelo Jorge!
Já estou excitado!
De total acordo com a VI: a gravura é muito boa.

Ab.

Lina Faria said...

Lizete, provavelmente pintando a perna do indio com urucum, uma semente de forte pigmento.
A gravura deve ser de Eckhout, na Expedição Holandesa em mil seiscentos e alguma coisa.
Será, Jorge? Não consegui definir a assinatura. Mas pela coisa de ambientar o entorno parece dos holandezes da época.

Lina Faria said...

Correção: holandeses, com S.

Jorge Pinheiro said...

Sim Lina penso que é do Eckhout. Só não sei o que a índia fazia. Pode ser tudo...

Jorge Pinheiro said...

Lizete;: Cananeia é quase biblíco.

Jorge Pinheiro said...

João: vou tentar...

Jorge Pinheiro said...

João: vou tentar...

angela said...

Jorge
Cananeia é pequena com aluns edificios da época colonial, come-se maravilhosamente bem é berçario de peixes, mas não tem praia, só mangue e porto, por isso não é um roteiro turísco. Tem andado em alta com a (boa) mania ecológica. Temilhas com mar bom para nadar e se tiver sorte nadara com golfinhos ao seu lado e se tiver azar com nadara com as ardidas águas vivas. Tem sambaqui. Gosto de lá.

peri s.c. said...

Jorge,
Pequeno reparo culinário nesta sua excelente série : os índios não usavam sal nem qualquer outro tempero.
Informação recuperada das memórias juvenis, creio que do livro "Hans Staden", lido na adaptação de Monteiro Lobato.
E confirmada no link abaixo, sobre um outro livro, que aacho que vai te interessar e que trata da culinária pernambucana desdes suas origens coloniais, quando se encontraram três culturas : indígena, portuguesa e africana.
No Nordeste brasileiro as senhoras portuguesas dominaram as cozinhas,ao contrário da Bahia, onde quem cozinhava eram as escravas.

http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3930906-EI6597,00-Lecticia+PE+harmoniza+Africa+indios+e+europeus.html

Jorge Pinheiro said...

Obrigado Angela e Peri por essas notas complementares. Qt ao sal, nem ponho em causa a questão culinária, mas penso que ele era tomado como necessidade vital que é, tipo remédio...

Maria Augusta said...

Sempre aprendemos a história do Brasil a partir do descobrimento peos portugueses, legal saber um pouco mais sobre os índios que também são nossos antepassados.

Jorge Pinheiro said...

São e não é pouco. Como se verá...

Waldo Claro said...

Ao ler esse texto que se perde na memória do tempo sinto , como brasileiro que sou , uma tristeza enorme diante dos crimes que estão cometendo contra as nações indígenas. A construção da Usina Belo Monte , agora , vai afogar outros milhares de indígenas na maré violenta do "progresso" . Uma lástima !

Jorge Pinheiro said...

Não tenho dúvidas Waldo. A História é estranha. A decididamente povos que "ganham". Porque não há tolerância?