3.9.13

POEMÍNIMOS - EDUARDO LUNARDELLI

Receber um livro de um amigo, mais que um prazer é uma expectativa. "Poemínimos" tem o mínimo de palavras para o máximo de poesia. Um livro de emoções em que a rima acontece sem querer. Sensual, sexual, pessoal, irónico. Desabafos e ânsias. Desejos e angústias. Sarcasmos e verdades. Um livro exclusivo. São flashes que o autor se apressa a  passar ao papel. Uma escrita quase automática sem revisão. E, se num caso ou noutro, uma segunda leitura poderia aperfeiçoar a ideia, na maioria dos casos é precisamente a espontaneidade que lhe dá força. Eduardo procura nos seus três últimos livros líricos uma forma nova de dissertação poética. E cada vez resulta mais comprimido. Mais minimalista. Mais absorvente, como se fosse a busca de um mantra ainda por inventar. Neste terceiro livro, Eduardo Lunardelli está à beira de o conseguir. Descreve o que pensa sem compromissos com o leitor. E o leitor, ao ler, compromete-se consigo próprio. Nada mais se exige. A forma é cada vez mais despojada. E se a mensagem penetra é porque tem mesmo de penetrar. É um livro esteticamente perfeito e inovador. Fácil de transportar. Um livro de bolso, no melhor sentido de intimidade literária. Talvez por isso Eduardo confesse:

Agora quero um livro leve
não precisa ser grosso e pesado
não precisa parar de pé
Deve ficar deitado
ao lado da cabeceira da cama
...
Agora quero um livro breve
para ser lido e anotado
páginas marcadas e texto grifado
Deve ficar deitado
anotado
grifado
Um livro simples
mas desejado

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10 comments:

daga said...

admiro a coragem do Eduardo e gostei do outro seu livro de poesia!
vou adquirir este :))

myra said...

eu tenho o livro do Eduardo perto de mim, e leio a cada momento , e como gosto, mais leio, repito, mais eu gosto, simples, e profundo, sentido e cheio de humor, admiro muito o Eduardo!

João Menéres said...

A capa é soberba de estética !

Vivas felicitações ( ainda do Algarve ).

Eduardo P.L. said...

Obrigado Jorge. Como pode ver pelo número de comentários, poesia em tempo de crise é para poucos... ( e fora da crise, também! ) srsr

Eduardo P.L. said...
This comment has been removed by the author.
Jorge Pinheiro said...

A crise também pode ser poesia :))

Eduardo P.L. said...

Só para os poetas, caro Jorge. Para o resto dos mortais é drama dos pesados!

Anonymous said...


De poeta e de louco todos temos um pouco
Eu, de poeta não tenho nada, logo ...

"
(...)
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo
(...)"



Viva a Poesia!

Jorge Pinheiro said...

Um poema cheio de força. Ainda me lembra do Vilaret a recitar.

Silvares said...

Também recebi um exemplar que li com aquela velocidade estonteante que o Eduardo imprime aos poemas que imprime.