3.12.13

OPERAÇÃO CAÇÃO - XX


 


Vivaldo fora, finalmente, libertado. Um carro da polícia levou-o até casa, com as desculpas do inspector. Eram sete da tarde. Toda a vizinhança viu. Até a mãe velhota veio à porta. Vivaldo, visivelmente irritado, rosnou algumas palavras incompreensíveis e enfiou-se no quarto. Ao jantar mal abriu a boca. Só ao fim do terceiro copo de tinto começou a descontrair. “O inspector deve ser parvo. Querem lá ver. Se calhar a culpa é minha. Olha que esta!”. Vivaldo desabafava. À medida que bebia ia relatando o interrogatório. “Acham que quem deitou aquilo ao mar foi o bombista. E agora, que descodificaram tudo, já sabem os números para que ele ligou e as mensagens todas. Deviam era agradecer-me por ter comprado o cação”. Idalécia, sentada na ponta da mesa, perguntou-lhe: “Mas, afinal quem era o homem?”. “Sei lá, mana. Parece que escreve com erros. Um dos agentes disse que devia ser alemão”, respondeu Vivaldo. Laura, a mulher de Vivaldo, virou-se para a cunhada e disse-lhe na brincadeira: “Olha, moça, vais a ver que ainda é o teu alemão!”. 

3 comments:

João Menéres said...

Vamos a ver...

Eduardo P.L. said...

Esta chegando ao fim...

daga said...

coitada da Idalécia...não merecia!