6.12.13

OPERAÇÃO CAÇÃO - XXI


O empregado do café-restaurante “O Náufrago”, ali por cima do Cais da Solaria, lembrava-se de ter visto um homem loiro a passear pelo pontão, logo a seguir à explosão. Até achara estranho a calma dele depois da tragédia. Na altura comentara com o colega de serviço que se calhar o homem era surdo. Não, não se lembrava da cara. Só o viu ao longe. E não ligou muito. Era loiro, sim. Não era definitivamente marroquino. Inglês, alemão, dinamarquês, talvez. Tinha óculos escuros e ia a fumar. Nada de especial a salientar. Levava uma toalha de praia. Um turista absolutamente normal... “O Gordo” não encontrou mais ninguém que tivesse visto aquele homem, mas estava seguro que era ele o bombista. O seu instinto dizia-lhe que era ele. E uma coisa era certa: não era de origem magrebina. Tudo se concentrava agora na ligação aos números de telefone recuperados do cartão de telemóvel. Todas as mensagens e comunicações de voz foram trocadas com um mesmo número. E esse número era de Bruxelas.
(Continua)

6 comments:

João Menéres said...

Se calhar era belga...

Eduardo P.L. said...

A busca continua...

daga said...

ao "Gordo" não lhe escapa nada...

Jorge Pinheiro said...

O Gordo é tramado!

myra said...

em frente,,,,,!

myra said...

em frente,,,,,!