11.1.14

CIDADE TRANSPARENTE - EDUARDO LUNARDELLI

O novo livro de Eduardo Lunardelli chegou ontem depois atravessar o Atlântico. "Cidade Transparente" é um livro de memórias soltas. Coisas que nos ficam na memória e passam ao papel consolidadas na perspectiva dos anos vividos. Não sabia que, sem querer, tinha inspirado o livro quando escrevi ao Eduardo sugerindo que antes da autobiografia escrevesse "episódios soltos". Fiz bem. O livro lê-se de um fôlego e ficamos a querer mais. É impressionante as coisas que gravamos na nossa base de dados pessoal. Coisas que, depois, saltam para o papel com a naturalidade de quem vê no passado um fonte literária. Imperdível.

20 comments:

Eduardo P.L. said...

Que bom que gostou.

João Menéres said...

O Porto fica mais a Norte...

Li Ferreira Nhan said...

É assim mesmo, " de um fôlego" , de cabo a rabo!

Eduardo P.L. said...

João, depois de mais de TRINTA DIAS até parece que as comunicações ( Correios) voltaram a ser via marítima e com barcos a vela. Esse absurdo não tem indignado os portugueses, que pelo que sei não escreveram uma linha a respeito. A impressão que me passa é de que a população em Portugal perdeu completamente a capacidade de se revoltarem. Já era um povo pacífico, hoje é apático.Ou estou enganado?

Jorge Pinheiro said...

Independentemente da questão de fundo (espero pela resposta do João), os Correios funcionam muito bem por aqui. Qd entra comunicações com o Brasil é que é pior. De quem será o problema? Por exemplo, os livros que lhe mandei já chegaram? Temos de fazer uma auditoria postal...

myra said...

sim, sim de um folego, o li tbem e queria maissssss!

João Menéres said...

EDUARDO

Aqui na Europa, funcionam muito bem !
Até com Israel !
Julgo que a origem está desse lado, caro Amigo...

Li Ferreira Nhan said...

Por aqui os correios tem funcionado.
E também para Israel chegam no tempo previsto.
Quando estive na Europa em junho utilizei os correios de Madrid a Lagos (Pt) e demorou mais que Madrid a São Paulo (Br).

Jorge Pinheiro said...

Pois...

Eduardo P.L. said...

Jorge e João, é disso que estamos falando. A notícia, ou desculpa pelo atraso ABSURDO na entrega de correspondências em PORTUGAL é que o correio local havia sido privatizado e a transição estava acarretando esse transtorno. Daí minha observação e comentário anterior. Não me parece que NINGUÉM em Portugal tenha sequer notado a diferença. Ouve ou não tal privatização? Não li uma linha sobre o assunto. E para confirmar o que disse a Li, e já havia dito acima, para Israel que costuma demorar 20 dias chegou absolutamente dentro do prazo habitual. Portugal que sempre levou dez, desta feita ainda não entregaram o livro do João, e já faz mais de 32 dias da postagem. Alguma coisa não bate. Colocar a culpa no correio terceiro mundista é sempre uma alternativa crível, mas desta vez esta faltando informação e reação dos portugueses. A encomenda do Jorge ainda não me foi entregue.

Jorge Pinheiro said...

Os Correios foram parcialmente privatizados há muito pouco tempo. Mas isso não justifica o atraso. Natal? um par de greves? não sei. Quebra de serviço?Duvido... Quanto à reacção dos portugueses não houve. Neste caso julgo que não havia razão. Embora discorde desta privatização (e atenção que a minha carreira profissional esteve muitos anos ligada aos CTT) é uma opção que estava prevista no programa de governo. Há outras razões bem mais relevantes para manifestações, Aliás, não há grande alternativa política. E nós somos suficientemente sábios para perceber isso.

Jorge Pinheiro said...

Adicionalmente, direi que este (o atraso postal) é mais uma razão para me começar a fazer edições digitais. Os meus próximos livros serão digitais.

Eduardo P.L. said...

Jorge, agora que definitivamente encarou o fato com objetividade, caia na real: o problema da recente privatização é que causou o ABSURDO atraso na entrega do livro. Mais de 30 dias não há desculpas de Natal ou qualquer outra. Um ABSURDO. E outra série e lamentável constatação é a apatia de vocês portugueses com esses problemas. Certamente a crise que se abate sobre a economia deve ser muito mais importante, mas quando os cidadãos perdem o animo para protestar, esbravejar, a guerra esta perdida. Os bravos e ativos colonizadores estão cansados, desiludidos e a reboque da civilização contemporânea . Uma correspondência entre Brasil e Portugal, no nosso século , não pode levar o mesmo tempo das caravelas.

Eduardo P.L. said...

Os livros digitais chegam em segundos, mas infelizmente não podemos manuseá-los como gosto. É chupar bala sem tirar o papel...

Eduardo P.L. said...
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João Menéres said...

Conforme já informei directamente o Eduardo, o CIDADE TRANSPARENTE chegou hoje bem cedo !

NOTA : Na semana passada, fiz o envio para Lisboa de uma encomenda ao final da manhã.
Pois, no dia seguinte, bem cedinho, estava nas mãos da destinatária !

Jorge Pinheiro said...

Sempre que vou aos correios recomendam que para Brasil só registada... e não garantem. A questão da privatização nada tem a ver com a qualidade do serviço (para já). De qq forma, chegou. E isso sim é importante.

daga said...

deve ser muito interessante o livro para gerar tanta polémica ;) mas parece que o Eduardo não sabe - "apatia" é o nosso "middle name", nosso -> dos Portugueses :)

Jorge Pinheiro said...

APA-TIA?

daga said...

não é para separar! é tudo junto, ai...