Estou a escrever um livro que implica muitas e diversas consultas. Tenho ido a Conservatórias, Registos Comerciais e Registos Prediais, Arquivos Municipais e até à Torre do Tombo. Contactos pessoais, telefónicos, pedidos de certidões e de documentos digitalizados. Em todo o lado tenho sido profissional e competentemente atendido, de forma educada, atenciosa e interessada. Há uma vontade de agradar, de satisfazer o cliente e de resolver dificuldades que parecem inultrapassáveis. Uma quase cumplicidade com o putativo autor. Deixo aqui o meu testemunho de muito apreço e a certeza de que não será por eles que o livro não é editado.
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28.6.15
LANÇAMENTO 2º FEIRA (18H) NO PORTO - INSTITUTO DO VINHO DO PORTO
Quem sabe ver vê para
lá do olhar. Olha para além da vista. Quem sabe ver eterniza pessoas. Fixa
lugares. Desvenda sentidos. Antes era nada. Agora são cores e formas. Curvas e
rectas. Êxtase e esplendor. As imagens podem impressionar. Alegrar. Seduzir. Podem
matar e ser mortas. As imagens são tudo o que se quiser. Porque elas não
existem. Somos nós que as criamos.
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16.6.15
IMAGINI - LANÇAMENTO 29 DE JUNHO - PORTO
Este é um livro que nasceu de um conhecimento na net. Foi em Março de 2014 que o desafio foi lançado. IMAGINI é um encontro de
imagens. Um diálogo de sentidos. A uma fotografia responde uma pintura. A uma
pintura responde uma fotografia. As fotografias são do João Menéres, as pinturas são da Myra Landau, os textos são meus. O lançamento será a 29 de Junho, no Porto. Quem andar por lá, está convidado.
16.11.14
POST IT + RE-LER (CORREIOS DA MARIA)
Na próxima 6ª feira, dia 21, pelas 19 horas, nos Correios da Maria vai haver uma apresentação do livro "Post It - Crónicas Curtas", de Jorge Pinheiro, seguida da inauguração do ponto de troca de livros "Re-Ler". Uma iniciativa cultural do maior interesse para Nova Oeiras e para a qual estão todos convidados.
5.7.14
POST IT - ENCOMENDAS
Post It é um livro leve, curto e transportável. Óptimo para ler em férias. Pode ser adquirido na Livraria Galileu, em Cascais, ou encomendado para o meu e-mail expressodalinha@gmail.com
19.6.14
POST IT - DESIGN EDITORIAL
Quando falei com a Mafalda o livro ainda era um esboço. Estávamos em Dezembro. Era apenas uma ideia de crónicas mais ou menos curtas. Uma ideia baseada no blogue. Foi num almoço na Quinta da Beloura. Ela sacou o nome Post It. Uma coisa amarela que colava no frigorífico e também servia para o Facebook. De repente o livro ganhou forma e conteúdo. A criatividade é um salto no abismo. De repente tudo faz sentido. As peças encaixam e tudo se torna fácil. O conceito é essencial e o nome também. Um design simples, moderno, irreverente e eficaz. A Mafalda Diniz trabalha comigo desde 2007. Já vamos no sexto livro. Não sei se a forma é melhor do que o conteúdo. Mas seguramente o conteúdo não é melhor do que a forma.
18.6.14
POST IT - O PREFÁCIO
Filho único de militar tem uma especial dependência feminina. Sempre
foi muito mimado por sua mãe, e cultivou em vida casamentos, que embora
desfeitos, não macularam seus relacionamentos com essas companheiras, amigas,
esposas, assistentes, gerentes, mulheres e-faz-tudo. Sem elas o Jorge não teria
sobrevivido, literalmente... O estilo, muito
particular nos seus textos, é bem anterior ao blog Expresso da Linha. As
primeiras crónicas datam de 2003, 2004. Elas já eram curtas, enxutas, hilárias,
enfim tinham os componentes ideais para a internet, onde textos longos, ou
muito rebuscados, não encontram guarida...
Curiosamente pude constatar que apesar de
escrever em silêncio e concentração, escreve como fala, e seu estilo literário,
é também sua forma de se comunicar na vida real. Não é de fazer locuções
extensas. Pelo contrário, é cirúrgico em suas observações. Quase monossilábico.
A única diferença é que burila, retoca, constrói, apaga e volta a escrever.
Quando fala, tudo sai em definitivo... Sua sensibilidade aguda e físico contido, com gestos curtos, camuflam o escritor espaçoso, fértil, competente que ora usa barba, ora não, mas sempre tirando e pondo seus óculos, atento a tudo o que o cerca. Exalta a beleza e faz piadas com os matacões. Leiam e me digam se não tenho razão.
Excertos do prefácio de Eduardo Lunardelli
2.6.14
POST IT - LANÇAMENTO DIA 20/6
O meu próximo livro é edição de autor. Uma selecção de textos deste blogue desde 2006. A capa é da Mafalda Diniz. Com prefácio de Eduardo Lunardelli e apresentação de Francisco Teixeira da Mota, não podia estar mais bem rodeado. Sintam-se todos convidados.
5.2.14
POST IT
Para gaudeo de todos a Operação Cação chegou ao fim. Para os que leram e para os que não leram. Não tinha consciência de que era tão grande. O conto foi publicado no livro colectivo Manjar Branco/Um Novo Caso, produzido pela editora Piacaba.
Foi de facto demasiado tempo. Um tempo precioso para acabar o meu novo livro. Vai-se chamar "Post It" e reúne uma selecção de textos desde o princípio do blogue (2007), ligeiramente revistos e melhorados. Vai contar com um precioso prefácio do Eduardo Lunnardelli. O lançamento será lá para Junho. Depois aviso...
11.1.14
CIDADE TRANSPARENTE - EDUARDO LUNARDELLI
O novo livro de Eduardo Lunardelli chegou ontem depois atravessar o Atlântico. "Cidade Transparente" é um livro de memórias soltas. Coisas que nos ficam na memória e passam ao papel consolidadas na perspectiva dos anos vividos. Não sabia que, sem querer, tinha inspirado o livro quando escrevi ao Eduardo sugerindo que antes da autobiografia escrevesse "episódios soltos". Fiz bem. O livro lê-se de um fôlego e ficamos a querer mais. É impressionante as coisas que gravamos na nossa base de dados pessoal. Coisas que, depois, saltam para o papel com a naturalidade de quem vê no passado um fonte literária. Imperdível.
18.12.13
14.12.13
FREE TO STAY - O LANÇAMENTO
Os livros chegam. Chegam excitados. Desejam o lançamento. Anseiam a oportunidade. Finalmente ficarão livres. Vão ser lidos. Folheados. Manuseados. Ambicionam prateleiras confortáveis. Conviver com gente célebre. Talvez Camões, Lobo Antunes, o próprio Saramago... Foi um ano de espera. De revisões e correcções. Gente chata sempre a meter vírgulas e pontos. A alterar frases, a meter capítulos, a enxertar parágrafos. Agora acabou. Nunca mais serão violados. Existem independentemente do autor. São por si mesmos. Valem por si próprios.
Abrem-se portas que dão para claustros. Claustros que dão para corredores. Corredores que dão para salas. Infinitas geometrias na quadratura do círculo. O Instituto de Odivelas tem o alto patrocínio de el-rei D. Dinis e a presença simbólica da sedutora Rainha Santinha, essa que transformava a matéria no quer que fosse e que fez das rosas um mistério hermenêutico.
São claustros de abóbadas manuelinas, nos azulejos renascentistas de azul revestidos. Os livros ainda agora chegaram e já sentem o peso da história. Uma história que não é deles. As páginas estavam brancas antes de alguém as escrever. Os livros não têm culpa. Não sentem responsabilidade. Falam porque os mandaram falar.
As meninas de Odivelas estão por todo o lado. Andam em formatura, fazem paradas, param formadas. Uma estranha sensação de colégio interno que nos inibe de pensamentos acrílicos e degustações impressionistas.
Algumas meninas estão um pouco passadas demais. Mesmo assim conservam dignidade e continuam com ambição de chegar a uma licenciatura, mesmo que seja por influência do Altíssimo.
Finalmente o autor é chamado à responsabilidade. O frio era intenso. Não deu para tirar o sobretudo. Mesmo assim consegui dizer umas frases moderadamente compreensíveis e sintomaticamente verdadeiras.
Da esquerda para a direita: Douglas Phillimore e Joaquina Cadete Phillimore (os biografados); o director do Instituto de Odivelas; Maria do Céu Roldão (que fez a apresentação do livro); e eu.
13.12.13
INSTITUTO DE ODIVELAS - SEPULTURA DE D.DINIS
Na capela absidial está o túmulo de D. Dinis (1261 - 1325). Foi o sexto rei na Lista de reis de Portugal, com o cognome o Lavrador pelo grande impulso que deu à agricultura e ampliação do pinhal de Leiria ou o Rei-Poeta devido à sua obra literária. Em 1282 desposou Isabel de Aragão, que ficaria conhecida como Rainha Santa.
Ao longo de 46 anos a governar os Reinos Portugal e dos Algarves foi um dos principais responsáveis pela criação da identidade nacional e o alvor da consciência de Portugal enquanto estado-nação. Em 1297, após a conclusão da Reconquista pelo seu pai, definiu as fronteiras de Portugal no Tratado de Alcanizes, prosseguiu relevantes reformas judiciais, instituiu a língua Portuguesa como língua oficial da corte, criou a primeira Universidade portuguesa, libertou as Ordens Militares no território nacional de influências estrangeiras e prosseguiu um sistemático acréscimo do centralismo régio e de fomento económico. Em 1312 fundou a marinha Portuguesa, nomeando 1ºAlmirante de Portugal, o genovês Manuel Pessanha, e ordenando a construção de várias docas.
Nota pessoal: se ainda hoje muitos suspiram por D. Sebastião (esse rei-menino que nada fez para além de se matar em África), o que não se haveria de suspirar por este enorme rei).
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INSTITUTO DE ODIVELAS - MOSTEIRO DE D. DINIS
O Mosteiro de São Dinis e São Bernardo de Odivelas fica localizado na freguesia de Odivelas no largo de D. Dinis. Construído a mando de D. Dinis, cujos arquitectos foram os mestres Antão e Afonso Martins, serviu para abrigar religiosos da Ordem de Cister, no século XIII. Apresenta estilos arquitectónicos góticos, manuelinos e barrocos. Ao longo dos tempos foi sendo alterado, de acordo com as obras e com os gostos de cada época. Da construção inicial, resta apenas a cabeceira gótica com abóbadas de nervuras chanfradas (na foto).
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7.12.13
FINALMENTE O LIVRO
Uma história de vida não
é uma mera narrativa de factos que se sucedem no tempo ou uma simples pesquisa
da árvore geneológica dos nossos antepassados. Uma história de vida é uma
psicanálise entre os biografados e o autor. Uma história com testemunhas e
confissões. Com reservas e bloqueios. Com dúvidas e incertezas. Coisas que se
querem esquecer. Coisas que precisamos obrigatoriamente de recordar. Momentos
bons e maus. Tristes e alegres. Sofrimento e felicidade. Angústia e esperança. Coisas
que julgávamos passadas e que, afinal, sempre estiveram tão presentes... Mais um livro que se edita. Mais um filho que nasce. Na 5ª feira é o lançamento no Instituto de Odivelas.
1.12.13
O MONO
São pontos e vírgulas inconvenientes. Concordâncias indesejáveis. Plurais enganadores. Gralhas atrás de gralhas que se instalam nas palavras deslizantes dos parágrafos escorregadios. Bactérias resistentes. Micróbios que alastram na ortografia cansada da escrita exaurida. Maiúsculas em vez de minúsculas. Caixa alta, caixa baixa. Espaços que não deviam existir. Letras à solta num mundo incontrolável. Lemos e relemos sempre a corrigir. Como se o livro tivesse vida própria. Já passamos por ali e nada vimos. A gralha ora salta, ora se esconde, num jogo viciado que atraiçoa o autor. Infidelidade sem género. Género sem adjectivo. Finalmente vem o Mono. A prova física da nossa culpa. A exibição derradeira dos nossos erros. O Mono é uma espécie de juízo final. Depois dele só a ressurreição. Já não temos tempo para nos redimir. Olhamos desesperados tentando a última confissão. Deixamos na margem as últimas vontades. Já mais nada podemos fazer. Entregamos a alma ao Criador. Amanhã vai para as máquinas e seja o que Deus quiser.
15.11.13
FREE TO STAY - UMA HISTÓRIA DE VIDA
Escrever uma história de vida não é dizer o que as
pessoas pensam de si mesmas ou o que querem que se diga de si próprias. É
reinterpretar os factos e as suas consequências na vida dos biografados. É uma
escolha do autor. Uma escolha subjetiva. Uma biografia
é um retrato escrito. Não há ficção. Não há fantasia. É uma viagem pela vida de
alguém. Uma história que vem do passado e que se prolonga no futuro. Amanhã
netos que hoje estão no berço terão dos avós uma imagem que ultrapassa a sépia de
um álbum de família. Eles verão a substância e não apenas a forma. E isso é uma
maneira de preservarem a sua própria identidade.
Free to Stay é mais um livro que se completa. Já me saiu das mãos. Agora é com a gráfica. É uma história de vida (já vou na quarta). Uma encomenda de pessoas que não conhecia e de quem fiquei amigo. Trabalhei no projecto desde Janeiro. Depois de muitas entrevistas, transcrições, investigação e consultas a processos judiciais, chegou-se ao fim. Foram 12 versões vistas e revistas. O lançamento é a 12 de Dezembro. O trabalho gráfico é de Mafalda Diniz.
12.5.13
UM LIVRO COLECTIVO
.UM NOVO CASO & MANJAR BRANCO - Contos policiais em três versões
Eduardo P. Lunardelli
Rui Silvares
Milton Ribeiro
Maria de Fátima Santos
Jorge Pinheiro
Piacaba Editora
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