25.1.14

OPERAÇÃO CAÇÃO - XXXV


 
Moema não conseguira acompanhar Valdemar. Vira-o chegar ao lobby do hotel, eram umas sete da tarde. Vira-o ser abordado por dois chinas. Ainda tentou apanhar um táxi para o seguir, mas perdeu-lhe o rasto. Estranhou, por isso, quando ele voltou, duas horas depois, acompanhado de duas prostitutas em direcção ao bar. Viu-o mandar uma mensagem por telemóvel e pensou que aquela mensagem poderia ser a chave de tudo. As comunicações de Valdemar estavam sujeitas a intercepção, desde que Moema iniciara a vigilância lá em Imbituba. Por volta da meia-noite, enquanto Valdemar comemorava no quarto acompanhado das duas beldades chinesas, Moema recebia no seu portátil um e-mail do NTCT com a indicação da comunicação, do número e do local destino. Apressou-se a reenviar o e-mail para “o Gordo”, com uma nota de humor: “Joguei na sorte e a sorte jogou em mim”. Eram quinze horas em Lagos. “O Gordo” acabava de se alambazar com dúzia e meia de sardinhas assadas, bem regadas com uma garrafa de tinto alentejano, no restaurante “Barrigana”. Nem queria acreditar quando o iPhone apitou uma mensagem urgente. O cerco apertava-se. Bruxelas parecia ser onde todos os caminhos iam dar.
(Continua)

1 comment:

Eduardo P.L. said...

Boa foto da ilustração.