23.1.14

OPERAÇÃO CAÇÃO - XXXIV




Moema não conseguira acompanhar Valdemar. Vira-o chegar ao lobby do hotel, eram umas sete da tarde. Vira-o ser abordado por dois chinas. Ainda tentou apanhar um táxi para o seguir, mas perdeu-lhe o rasto. Estranhou, por isso, quando ele voltou, duas horas depois, acompanhado de duas prostitutas em direcção ao bar. Viu-o mandar uma mensagem por telemóvel e pensou que aquela mensagem poderia ser a chave de tudo. As comunicações de Valdemar estavam sujeitas a intercepção, desde que Moema iniciara a vigilância lá em Imbituba. Por volta da meia-noite, enquanto Valdemar comemorava no quarto acompanhado das duas beldades chinesas, Moema recebia no seu portátil um e-mail do NTCT com a indicação da comunicação, do número e do local destino. Apressou-se a reenviar o e-mail para “o Gordo”, com uma nota de humor: “Joguei na sorte e a sorte jogou em mim”. Eram quinze horas em Lagos. “O Gordo” acabava de se alambazar com dúzia e meia de sardinhas assadas, bem regadas com uma garrafa de tinto alentejano, no restaurante “Barrigana”. Nem queria acreditar quando o iPhone apitou uma mensagem urgente. O cerco apertava-se. Bruxelas parecia ser onde todos os caminhos iam dar.
Fotografia de Roberto Barbosa
(Continua)

7 comments:

Eduardo P.L. said...

Nunca pensei que pudesse levar mais do que uns vinte dias para publicar o conto todo. Este já é o 34ª capitulo...

Jorge Pinheiro said...

Pois... Se calhar é demais.

Eduardo P.L. said...

As pessoas não leem, meu caro Jorge. No máximo CURTEM a imagem... srsr

Jorge Pinheiro said...

Agora acabasse. Paciência.

Eduardo P.L. said...

Sem dúvida. Mas como sugestão, já que não leem mesmo, coloque trechos maiores.

Mena G said...

Leio sim. Ólaré!

Jorge Pinheiro said...

Mena: obrigado.