4.9.14

A DESGRAÇA DO OCIDENTE

A História é um conjunto de erros estratégicos que se sucedem no tempo. Um atrás de outro, os erros condicionam a História e determinam o devir. Hoje todos sabemos que o desenho do mapa do Médio Oriente na Conferência de Versailles mais não foi do que um novo colonialismo. Hoje todos sabemos que a migração dos judeus para Israel no post II Guerra Mundial foi um erro piedoso. Hoje temos já a certeza de que a não aceitação da Turquia na União Europeia irá ser outro erro de palmatória. Sabemos também que as campanhas americanas contra Saddam foram um enorme disparate. Não temos dúvidas que as “primaveras árabes” foram um embuste patético. Hoje todos sabemos que a tolerância infinita para com os muçulmanos tem de acabar imediatamente... Erros e mais erros, precipitações, tolerância imbecil, interesses contraditórios, muito petróleo e venda de armas. Mas, por mais erros que se tenham cometido, nada justifica a selvajaria e banditismo dos fascistas islâmicos e a tentativa de retrocesso civilizacional para níveis culturais do século VII. De erro em erro, o Ocidente vai ter de apoiar os regimes xiitas do Irão dos Ayatolas e da Síria de Bashar Al-Assad, se quiser conter a ameaça do “califado”. Uma ironia política e mais um erro estratégico no horizonte. Israel não vai querer a ameaça nuclear do Irão e vai continuar, muito naturalmente, a defender-se. A Turquia vai sendo um tampão cada vez mais equívoco, minado pelo partido de Endorgan que ganhou as eleições com 80% de votos. Os Curdos procuram, finalmente, garantir um país que enquadre uma nação e lutam para redefinir o mapa da região. O Iraque vai ser reduzido a escombros. A Palestina vai continuar refugiada. E nós vamos ter o terrorismo cada vez mais “in doors”. Para corrigir um erro, já se adivinha o próximo. 

3 comments:

Fatyly said...

Tal e qual Jorge...e no meio de tanta barbárie morrem inocentes...possas!!!!

Eduardo P.L. said...

Muito boa análise. Como sempre.

daga said...

infelizmente os seres humanos não aprendem com os erros passados e voltam sempre a cometê-los (mesmo sob forma aparentemente diferente)...nem sei para que se aprende história, só para constatar o óbvio!