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10.11.14
9.11.14
17.12.13
9.11.13
17.10.12
HÁ 30 ANOS
Ainda há trinta anos o João tomava banho de alguidar, já hoje tem um filha. A Sofia nasceu ontem, dia 16, com 50 cm e 4,100 kg. Correu tudo bem e estará em casa dentro de uma semana. O parto foi em Vila Real de Trás-os-Montes, terra da mãe. Eu, de repente virei avô. Estou muito feliz.
14.8.12
9.11.11
7.9.11
AÇORES - EMIGRAÇÃO
Foi no decorrer do século XVIII, durante o reinado de D. João V, que a corrente emigratória para o Brasil
se tornou mais intensa. No século XVII houve um
grande declínio na economia, com uma acentuada quebra na produção do trigo, da
cana do açúcar e do vinho. Santa Catarina e Rio Grande do Sul foram os locais preferidos pelos
imigrantes açorianos. Constituíram-se nessas regiões
grandes colónias de açorianos, cuja linguagem e maneira de falar típica
influenciaram o português do Brasil. Ao contrário do que durante muito tempo se
pensou, não foi a língua brasileira que exerceu influência sobre alguns sons da
língua portuguesa, dando origem ao que vulgarmente se chama “brasileirismos”.
Foi o português falado nos Açores que exerceu influência, sobretudo nas regiões
de Santa Catarina e Rio Grande do Sul onde a presença açoriana foi um facto
entre 1617 e 1807. Assim, a palavra “ sinhá”
(senhora) talvez tivesse origem em “senhara”, ainda hoje ouvida em várias
localidades da ilha de S. Miguel, sobretudo entre as pessoas mais humildes. A
troca do “lh” por “i” como em “muié” (mulher), “óia” (olha), “fôia” (folha),
“mio” (milho), “taião” (talhão) muito vulgar na língua brasileira de certas
regiões (Santa Catarina e Rio Grande do Sul) foi também influência exercida
pelos emigrantes provindos dos Açores, aí radicados. O t que os brasileiros pronunciam th,
como em quintha, é também vulgar em certas regiões de S. Miguel:
ditho, vinthá (vinde cá). É muito natural que o emprego do gerúndio:
estou comendo, estou fazendo, estou trabalhando, etc., tão comum na
língua brasileira, fosse também influência dos açorianos radicados no Brasil. De
facto, ainda hoje, a conjugação perifrástica no gerúndio é vulgaríssima nos
Açores, onde as formas verbais estou a correr, estou a fazer, etc., não
se ouvem ou raramente se ouvem.
Fotografia de João Pinheiro
AÇORES - UM POUCO DE GEOGRAFIA
Os Açores são um arquipélago situado precisamente sobre a Dorsal Média Atlântica. Os territórios mais próximos são a Península Ibérica, a cerca de 2000 km a leste e a Madeira a 1200 km a sueste. Integra a região biogeográfica da Macaronésia. A Montanha do Pico, com 2351 metros acima do mar, é o ponto mais alto de Portugal. O arquipélago dos Açores é constituído por nove ilhas principais divididas em três grupos distintos: Grupo Ocidental (Corvo e Flores); Grupo Central (Faial, Graciosa, Pico, São Jorge e Terceira); Grupo Oriental (Santa Maria e São Miguel). O arquipélago dos Açores foi formado por actividade vulcânica durante o final do Terciário. A primeira ilha a surgir acima da linha média da água do mar foi Santa Maria, há cerca de 8.1 milhões de anos.
Fotografia de João Pinheiro
6.9.11
AÇORES - UM POUCO DE HISTÓRIA
O descobrimento do arquipélago dos Açores é uma das questões mais controversas da história dos Descobrimentos. Há quem defenda, baseado em mapas genoveses produzidos desde 1351, que aquelas ilhas foram descobertas no regresso das expedições às ilhas Canárias realizadas cerca de 1340-1345, no reinado de Afonso IV. Outras referem que o descobrimento das primeiras ilhas (São Miguel, Santa Maria, Terceira) foi efectuado por marinheiros ao serviço do Infante D. Henrique, embora não haja qualquer documento escrito a comprovar tal facto. Mais recentemente, foram descobertos templos escavados nas rochas datados do sec. IV a.C., de provável autoria cartaginesa.
De seguro sabe-se apenas que Gonçalo Velho chegou à ilha de Santa Maria em 1431, decorrendo nos anos seguintes o (re)descobrimento - ou reconhecimento - das restantes ilhas do arquipélago dos Açores, no sentido de progressão de leste para oeste. Foi o Infante D. Henrique, com o apoio da sua irmã D. Isabel de Portugal, Duquesa da Borgonha, que mandou povoar a ilha de Santa Maria.
Os portugueses começaram a povoar as ilhas por volta 1432, oriundos principalmente do Algarve, do Alentejo e do Minho, tendo-se registado, em seguida, a chegada de flamengos, bretões e outros europeus e norte-africanos.
Fotografia de João Pinheiro
Fotografia de João Pinheiro
AÇORES - ILHAS ESTRATÉGICAS
Os Açores sempre tiveram uma localização estratégica. Constituíram-se em escala para as expedições dos Descobrimentos e para naus da chamada Carreira da Índia e, mais tarde para o Brasil. Contribuíram para a conquista e manutenção das praças portuguesas do Norte de África. Quando da crise de sucessão de 1580 e das Guerras Liberais (1828-1834) constituíram-se em baluartes da resistência. Durante as duas Guerras Mundiais, foram um apoio estratégico vital para as Forças Aliadas, mantendo-se, até aos nossos dias, como um importante centro de comunicações e apoio à aviação militar e comercial.
Fotografia de João Pinheiro
Fotografia de João Pinheiro
4.9.11
LAGOA DAS SETE CIDADES - AS LENDAS
Os Açores são terras de lendas. Perdidos no meio do Atlântico, os Açores são referenciados como possível localização da mítica Atlântida. Embora as teorias mais recentes se inclinem para Cuba, os Açores continuam a ter essa aura mítica e mística. As "Sete Cidades" fazem parte do imaginário medieval. Uma terra de demanda, só superada por Avalon e pelo Reino do Prestes João. As referências na nomenclatura geográfica à existência da "Insula Septem Civitatum" datam das fontes clássicas latinas, provavelmente incorporando tradições mais antigas dos povos mediterrâneos, nomeadamente dos maiores navegadores da antiguidade europeia, os fenícios. O primeiro documento ibérico referente às Sete Cidades data de 750 d.C. Nessa época, o reino ibérico dos Visígodos já tinha entrado em colapso, sob a pressão da invasão muçulmana (iniciada em 711). O arcebispo de Porto-Cale, querendo esquivar-se à dominação muçulmana, deliberou partir para a grande terra das Sete Cidades (Sete Civitates) que os marítimos lhe asseguravam existia no meio do oceano ocidental. No ano de 734, o arcebispo, acompanhado por outros prelados, aos quais se juntaram cinco milhares de fiéis, embarcou numa frota de vinte veleiros. Nos Açores sobrevive até aos nossos dias a lenda da ilha encantada que apenas pode ser avistada por volta do dia de São João (24 de Junho), no meio dos nevoeiros estivais que assolam as ilhas naquele período. Um ilha ocultada. Uma ilha a descobrir.
Fotografia de João Pinheiro
Fotografia de João Pinheiro
AÇORES - S. MIGUEL - LAGOA DAS SETE CIDADES
A caldeira foi formada por colapsos sucessivos de dois relevos que a circundam e tem um diâmetro de 400 metros. A lagoa das Sete Cidades constitui o maior reservatório natural de água doce de superfície dos Açores, ocupando uma área de 4 quilómetros quadrados, com uma profundidade de 33 metros. Caracteriza-se pela dupla coloração das suas águas, sendo dividida por um canal pouco profundo, atravessado por uma ponte baixa que separa de um lado um espelho de águas de tom verde e, do outro, um espelho de tom azul.
Fotografia de João Pinheiro
Fotografia de João Pinheiro
AÇORES - S. MIGUEL - FURNAS
As panelas são introduzidas nos orifícios, com as carnes, os chouriçps e os legumes. Tapa-se com terra. Ficam com um número, para se saber de quem é. Uma panela de pressão natural. O cozido das furnas.
Fotos de João Pinheiro.
3.9.11
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