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16.5.18
27.4.18
12.3.18
10.9.16
RESTAURANTE "O ALFACE" - SETÚBAL
Dando como adquirido que o peixe português é o melhor do mundo, em Setúbal está, provavelmente, o melhor peixe de Portugal. Vão ao "Alface", ali na Travessa dos Galeões. Uma cantina de mesas corridas e concorridas. Interpretem o ruído ambiente como se fosse maré alta e concentrem-se na comida. Um robalo do mar escalado para 2 pessoas, vinho à descrição, entrada, salada, batatas óptimas e sobremesa, tudo por 12,5 euros. Imperdível.
27.6.15
A PRAIA ESTAVA ÓPTIMA - III
Entrada de ameijoas à Bulhão Pato, lulas ovadas e maionese de raia. Remate-se com garoupa na caçarola e rabo de boi (restaurante A Comidinha, Lagos).
26.6.15
27.5.15
COMER
A vida é um almoço permanente seguido de um jantar perpétuo. No meio fica a ginástica por fazer e a sensação de que o intervalo digestivo é tempo completamente perdido. Deve comer-se devagar, muito devagar, por forma a prolongar o prazer. Duas horas é o mínimo recomendável para cada refeição. O pequeno-almoço é refeição a desprezar. Cuidado com a fruta. Tira o apetite sem qualquer valor acrescentado. Saladas só para acompanhamento. Comer é um exercício de estilo. E cada vez há mais estilo. A companhia é essencial. As mulheres têm dificuldade em acompanhar. A mania das dietas. Uma espécie de complexo de culpa que as faz entrar num detox perturbador que afugenta qualquer homem normal. Eu engordo todas as mulheres que me queiram fazer companhia. Chega uma idade em que os prazeres são cada vez menos e cada vez mais necessários. Comam-se e bebam-se à exaustão. Deixem as dietas para os doentes.
2.5.15
22.4.15
18.3.15
15.3.15
ALMOÇO TRANSMONTANO
Comecem com butelo com casula e entremeada. O butelo é um enchido feito com os ossinhos do espinhaço e das costelinhas do porco, com alguma carne agarrada, e rodeado pela bexiga ou bucho do animal. Dizem que de cada porco não se conseguem fazer mais do que dois ou três butelos. Coze durante cerca de duas horas, nunca deixando os ossos romper a pele. As casulas (ou cascas) são feijão colhido ainda na vagem, seca-se ao sol e guarda-se em saquinhos de pano depois de bem secas. De véspera, as cascas ficam de molho. No dia seguinte cozem-se com sal durante duas horas (na panela de pressão 45mn). Acabe-se com um bom Terrincho Velho, um queijo curado a 90 ou mais dias, de pasta dura, com alguns olhos, amarelado, crosta de cor vermelha, obtido por ser untado com colorau ou massa de pimentão. Regue-se tudo com tinto de Montes Ermos, de Freixo de Espada à Cinta, e espere-se pelo resultado...
23.12.14
SERRA D'OSSA - VII
Para os vegetarianos, verdes e outra gente sustentável, o Alentejo é um pesadelo. Não há saladas e até parece mal falar disso. Tudo são assassinatos em série perpetrados por indizíveis montanheiros que depois se desculpam ocultando as provas no meio de barros e tanhos, cozinhadas e disfarçadas com ervas aromáticas. E nós somos cúmplices involuntários dessa maldade primária que é matar para vender. E até nos viríamos embora enxofrados, não fora o "corpus delicti" estar absolutamente supimpa.
Entra primeiro o cozidinho de grão, bem apuradinho com carnes deliciosamente gordurosas e hortelã para cortar; a feijoada de lebre, polvilhada de cenoura, algum coentro e onde pontuavam favocas de sabor intenso, apresenta-se macia e com aquele sabor cinzento adocicado da caça corredora; vem por fim o guisadinho de javali, tenro como um bebé, com a cebola em ponto de pérola e tomate qb. Desengane-se quem pense que ficou caro. Com litros e litros de vinho, queijo e sobremesa, 20 euros por pessoa. Recomendo uma ida aos "Gémeos", em Santiago de Rio de Moinhos, para os lados de Bencatel.
O passeio estava terminado. Resta a sonolenta viagem de regresso a casa numa modorra doentia entre o sono e o traque. A fermentação do grão com o feijão e as favocas, laçam-nos para patamares de grande exigência na condução e dificulta a convivência dentro do habitáculo. Resta um passeio forçado por entre as vinhas para aliviar tensões e permitir exaustão dos gases mais nocivos antes do derradeiro esticão até Lisboa.
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9.10.14
SÓ COMIDINHA
Como todos sabem, o Algarve é o sítio de Portugal onde se come melhor. Embora estivesse com o "olho ao peito", a boca estava bem aberta. Por isso o menu que vos deixo foi a nossa ementa de fim-de-semana alargado. Uma coisa épica. Ora vejam... Um escabeche de sardinha ou uma saladita de bacalhau com grão a meio da tarde, no restaurante da praia, com branco muito fresquinho ou mesmo um "alvarinho" aqui e ali. À noite, para rebater, uns petiscos leves à base de salada de vieiras, raia d'alhada e lulinhas fritas à Algarvia. Recomendo a "Petisqueira de Lagos"
No dia seguinte, as ameijoas à Bulhão Pato invadiram-nos o jantar, carregadas de azeite e alho no pão de rapar o prato. E como a fome apertava, lá fomos a Vila do Bispo prestar homenagem à D. Lilita, do Café Correia, num domingo ventoso, que arrasta tudo para a mesa convivial. Imperdíveis as lulas recheadas e o camarão guisado com batatas de Monchique. A tarte de alfarroba final dá-nos a certeza de que não saímos dali sem calorias.
Depois de muito vento no Cabo de São Vicente, o apetite aumenta exponencialmente. O jantar apresenta-se como uma solução normal para resolver o problema. Fomos à "Comidinha", um daqueles restaurantes de referência no barlavento algarvio. Entraram carapaus alimados, ovas de peixe-galo (o caviar português) e um rabo de boi em vinho tinto absolutamente divinal (desculpem a foto, mas a máquina já ia na segunda garrafa).
No regresso convém sair da autoestrada em Entradas (também há quem entre nas saídas), na zona de Castro Verde/Aljustrel, e atacar o que de melhor tem o Alentejo. Fomos ao "Celeiro" e entrou um cozido de grão e umas bochechas de porco, com umas batatinhas fritas daquelas que já não existem. Depois, foi dormir até Lisboa enquanto o meu amigo António penava diligentemente ao volante na suavidade da estrada vazia.
29.8.14
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