18.1.12

HISTÓRIA DE MACAU - III


 Macau é um ponto no mapa. Nos tempos antigos, Macau era uma pequena povoação. Alguns quarteirões, igrejas e residências, unidos por um reduzido número de ruas. A povoação sobrevivia à custa do comércio. O Capitão-Mor das Viagens da China e Japão era o responsável pelos assuntos portugueses, durante a sua estadia em Macau. A gente portuguesa era turbulenta e indisciplinada. Com o tempo, foram surgindo assuntos que não podiam aguardar o regresso do Capitão-Mor das suas viagens ao Japão. Formou-se uma espécie de triunvirato, que passou a dirigir a administração do território. Eram os “homens-bons”, escolhidos por votação, mas ainda dependentes do Capitão-Mor. Havia, ainda, um juiz e quatro comerciantes, igualmente eleitos pelo povo. Em 1573 as autoridades chinesas mandaram construir uma barreira na fronteira norte da península, para impedir a expansão dos portugueses pela ilha de Xiangshan e para melhor fiscalizar a cobrança de taxas das mercadorias que cruzavam a fronteira. As Portas do Cerco são isso mesmo. A delimitação de Macau para norte. A separação do ocidente e do oriente.
Imagem: Portas do Cerco.

5 comments:

angela said...

Passeando por aqui, junto com suas fotos e suas informações. Rio, Macau, São Paulo.
Um bom 2012.
abraços

João Menéres said...

E o Jorge continua as suas aulas !

expressodalinha said...

Angela: sempre a viajar...

Helena Oneto said...

Quando la vivi, nos anos cinquenta, as Portas do Cerco eram a fronteira entre o "Paraiso cristão e o Inferno comunista"...

Li Ferreira Nhan said...

Sabe Jorge, o mais incrível e admirável é ver como o povo português andou pelo mundo.
Deixou sua marca, sua cultura, a miscigenação nos 4 cantos do mundo! Tenho orgulho de possuir essa semente!