27.2.12

HISTÓRIA DE MACAU - XXIV (FIM)

Em Macau não houve Guerra Colonial. Com o regime democrático instaurado em Portugal pela Revolução dos Cravos, em 1974, Portugal iniciou conversações com os movimentos de libertação das colónias portuguesas. Essas negociações conduziram ao Acordo do Alvor. Nasciam assim, em 1975, os novos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP): Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. A China rejeitou a transferência imediata da soberania de Macau, tendo apelado para o estabelecimento de negociações que permitissem uma transferência harmoniosa. Com o decorrer das negociações, o estatuto de Macau redefiniu-se para território chinês sob administração portuguesa e a transferência de soberania de Macau para a República Popular da China foi agendada para a data de 20 de Dezembro de 1999, através da Declaração Conjunta Sino-Portuguesa sobre a Questão de Macau. Este documento bilateral e internacional, assinado no dia 13 de Abril de 1987, estabelecia ainda uma série de compromissos e garantias feitas entre Portugal e a China que permitiam a Macau um considerável grau de autonomia e a conservação das suas especificidades, incluindo o seu modo de vida e o seu sistema económico de carácter capitalista, até 2049. Hoje, Macau é uma Região Administrativa Especial da China. Um dia hei-de lá ir...

2 comments:

Li Ferreira Nhan said...

Os chineses não abrem mão de nada. Só abrem a mão quando elas se transformam em tentáculos.

Jorge Pinheiro said...

Li: não tenho essa visão, mas posso estar enganado. Há um problema de cultura e comunicação que dificulta, e muito, a interacção.